segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Aves Anseriformes, Pelecaniformes, Phoenicopteriformes, Procellariiformes, Gaviiformes e Phaethontiformes

Aves Aquáticas

As aves aquáticas são aves que possuem adaptações para a vida na água, sendo mais ou menos especializadas para este ambiente.
Existem diversas aves que possuem hábitos aquáticos, dentre elas podemos citar os pingüins, patos, gansos, pelicanos, flamingos e albatrozes. As aves aquáticas podem habitar zonas aquáticas continentais como lagos, pântanos, rios ou habitats marinhos.
As aves que habitam estes ambientes desenvolvem diversas adaptações, como modificações nas patas para funcionarem como nadadeiras através das membranas interdigitais ou então grandes dedos que permitam andam sem afundar sobre vegetação aquática.
Outras aves possuem grandes pernas, sendo chamadas de pernaltas para permitirem que estas explorem ambientes aquáticos sem que necessitem ficar com o restante do corpo dentro da água. O tamanho das pernas das aves pernaltas está diretamente relacionada a profundidade de águas que estas podem explorar.




Anseriformes




Patos

O pato (conhecido em Portugal como pato-mudo) é uma ave que pertence a família Anseridae na qual estão inseridas as sub-famílias Dendrocygninae,  Anatinae,  Merginae ou Oxyurinae originária da América do Sul.
São aves geralmente menores que os anserídeos (gansos e cisnes) e podem ser encontrados tanto em água doce como salgada. Os patos alimentam-se de vegetação aquática, moluscos e pequenos invertebrados e algumas espécies são aves migradoras.
Os machos se diferenciam das fêmeas principalmente pela diferença dos sons emitidos pelos animais (o macho emite um som que se assemelha a de um assopro, enquanto a fêmea emite um som semelhante a algo como [fi'fi]) e por possuírem carúnculas ("verrugas vermelhas") na cabeça e ao redor dos olhos. Os patos são utilizados pelo homem na alimentação, vestuário (as penas) e de entretenimento (caça).
Algumas pessoas caçam essas espécies (selvagens), fazendo com que a cada dia, se tornem menos numerosas, correndo risco de extinção, exceto as espécies criadas para corte (abate).
O pato é um dos poucos animais da natureza que anda e nada com razoável competência. É dotado de perfeito senso de direção e comunidade.

Pato-Doméstico


Pato-Corredor

O pato-corredor (Neochen jubata) é uma ave anseriforme, da família dos anatídeos, natural da Venezuela à Bolívia, Paraguai, Argentina e da região amazônica e central do Brasil. Tais aves medem cerca de 53 cm de comprimento, com o dorso e ventre castanhos, cabeça e peito amarelados, asas negras, bico e pés vermelhos.

Ficheiro:Orinoco Goose.jpg

Pato-Real

O pato-real (Anas platyrhynchos) é uma ave anseriforme que habita áreas temperadas e subtropicais das Américas, Europa e Ásia. A espécie tem forte dimorfismo sexual, tendo os machos uma cabeça de cor verde muito característica. É o antecessor da maioria dos patos domesticados atuais.

Ficheiro:Anas platyrhynchos male female quadrat.jpg

Ficheiro:Mallard 080508.jpg

Pato-Selvagem

O pato-selvagem, também conhecido como pato-do-mato, no Brasil, e pato-mudo, em Portugal, é um anseriforme (Cairina moschata) orinário da região neotropical, comum na maior parte do Brasil. Maior que o pato doméstico, ele possui o dorso preto e uma faixa branca na parte de baixo das asas, porém, em seu processo de domesticação, uma ampla variedade de coloração da plumagem foi produzida. Os patos-selvagens comem raízes, sementes e folhas de plantas aquáticas, apanhadas flutuando ou através de filtragem da lama do fundo. Nadam com a cabeça e pescoço afundados, enquanto buscam alimentação. Também apanham pequenos invertebrados nessas filtragens. De larga distribuição pelo planeta, é o ancestral das subespécies domésticas e, no Brasil, há referências seguras de que o pato-selvagem era domesticado pelos indígenas, mesmo antes da chegada à América dos europeus.

Ficheiro:MuscovyDuck.jpg

Pato-de-Rabo-Alçado

O pato-de-rabo-alçado (Oxyura leucocephala) é uma ave da família Anatidae. O macho tem as faces brancas e o bico azul com uma protuberância, mantendo frequentemente a cauda levantada. A fêmea é mais acastanhada, mas também tem a protuberância no bico. Esta espécie só pode ser confundida com o pato-de-rabo-alçado-americano.
Este pato distribui-se de forma muito fragmentada pela bacia do Mediterrâneo, pelo Cáucaso e por certas zonas da Ásia Central. O nível europeu, conta com importantes populações em Espanha e na Turquia. Atualmente a espécie encontra-se muito ameaçada.
Apesar da proximidade dos locais de reprodução situados na vizinha Andaluzia, em Portugal a ocorrência do pato-de-rabo-alçado é acidental.

Ficheiro:Weißkopfruderente Oxyura leucocephala 050324 Ausschnitt.jpg


Bico-Roxo




O bico-roxo (Oxyura dominica) é uma marreca que ocorre do Texas até à Argentina e em grande parte do Brasil, podendo chegar a medir até 37 cm de comprimento. Os machos da espécie possuem a cabeça e o pescoço castanhos, uma máscara negra e o bico azul berrante. As fêmeas, por sua vez, são pardacentas com píleo negro e possuem duas faixas negras próximo aos olhos e bico anegrado.
O bico-roxo já foi classificado em gênero próprio, Nomonyx, tendo sido integrado no gênero Oxyura pela taxonomia de Sibley-Ahlquist.

Ficheiro:Oxyura dominica.jpg

Pato-de-Rabo-Alçado-Americano

O pato-de-rabo-alçado-americano (Oxyura jamaicensis) é uma ave anseriforme de origem americana. O macho é castanho arruivado com as faces brancas, o bico azul e mantém freqüentemente a cauda levantada. A fêmea é mais acastanhada. Só pode confundir-se com o pato-de-rabo-alçado.
Este pato foi introduzido na Europa, contando atualmente com populações selvagens no Reino Unido (cerca de 500 casais) e na Irlanda (algumas dezenas de casais). Já tem sido observado no sul de Espanha, onde têm sido registrados casos de hibridação com o raro pato-de-rabo-alçado, o que constitui uma ameaça às populações desta última espécie.
Em Portugal o pato-de-rabo-alçado-americano é acidental.

Ficheiro:Oxyura jamaicensis NBII2.jpg

Pato-de-Crista

O pato-de-crista (Sarkidiornis melanotos) é uma ave anseriforme, que pode ser encontrada na África sub-saariana. Habita zonas alagadas, pântanos, e margens de rios, onde haja suficiente vegetação aquática. É a única espécie do géneroSarkidiornis.
O pato-de-crista tem 70-80 cm de comprimento, sendo as fêmeas pelo menos 10 cm menores que os machos. A espécie tem dimorfismo sexual significativo. O macho tem plumagem branca na barriga, peito e pescoço, com o dorso e asas pretos com reflexos iridescentes de cor roxa; na época de reprodução, a cabeça e a zona inferior da cauda (normalmente brancos) adquirem tom amarelo. A característica mais distintiva dos machos é a presença de uma crista achatada lateralmente na zona superior do bico, que dá o nome à espécie. A fêmea não tem esta crista e apresenta plumagem mais baça, sem as iridiscências roxas nas asas. É uma espécie de hábitos gregários, que pode ser encontrada em grandes bandos, por vezes separados entre sexos. Durante a época de reprodução, os patos-de-crista juntam-se em grupos menores de 3 a 4 casais. Embora sejam essencialmente monogâmicos, por vezes há formação de pequenos haréns, com 2 a 3 fêmeas por macho. O pato-de-crista é herbívoro e alimenta-se de vegetação aquática, suplementando a dieta com pequenos artrópodes aquáticos e moluscos.


Pato-de-Cauda-Afilada

O pato-de-cauda-afilada (Clangula hyemalis) é uma ave pertencente à ordem Anseriformes. Caracteriza-se pela sua plumagem preta e branca e, no caso dos machos, pela longa cauda pontiaguda.
Este pato distribui-se pelas regiões árticas e inverna nas costas da Europa central, sendo muito raro em Portugal.

Ficheiro:Long-tailed-duck.jpg

Pato-de-Bico-Vermelho

O pato-de-bico-vermelho (Netta rufina) é uma ave da família Anatidae e que pertence ao grupo dos chamados patos mergulhadores. O macho é facilmente identificável pela cabeça cor-de-laranja e pelo bico vermelho-vivo. A fêmea é acastanhada.
Este pato distribui-se pelo centro e sul da Europa, mas a sua distribuição é muito fragmentada. Em Portugal ocorre sobretudo no Alentejo, mas de uma forma geral pode ser considerado pouco comum.




Paturi-Preta




Netta erythrophthalma, conhecido popularmente como paturi-preta ou negrinha, é uma ave anseriforme da família Anatidae.
A paturi-preta mede aproximadamente 43 cm de comprimento. Apresenta plumagem marrom bem escura, brilhante no macho, bico azulado e asas com largas faixas brancas que atravessam a base das rêmiges e são visíveis apenas durante o vôo. A íris pode ser vermelha ou amarela.
Habita grandes corpos de águas profundas. Alimenta-se de sementes, raízes e plantas aquáticas, além de pequenos animais, como insetos, moluscos e crustáceos. Ave de hábitos geralmente sedentários, sociáveis e gregários. Já foram registrados grupos em altitudes acima dos 5.000 metros.
Apresenta duas subespécies. N. e. erythrophthalma (Wied-Neuwied, 1833) ocorre na América do Sul, em populações dispersas e locais, do Suriname, Venezuela e Colômbia à Argentina e Chile. No Brasil, ocorre do Ceará à Alagoas, Minas Gerais,Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. N. e. brunnea (Eyton, 1838) é encontrada na África, da África do Sul à Etiópia e em Angola.

Ficheiro:Netta erythrophthalma Germany01.jpg

Marrecão

O marrecão (Netta peposaca) é um grande marreco natural porção meridional da América do Sul e que é freqüentemente alvo da ação de caçadores. Tais aves chegam a medir até 55 cm de comprimento, sendo que os machos dessa espécie possuem uma plumagem negra com dorso finamente estriado de branco, abdome vermiculado de cinza e branco, bico vermelho com carúncula na base e pernas vermelhas. Já as fêmeas, por sua vez, possuem o dorso pardo, o abdome branco e o bico cinzento. Também são chamados de marrecão-da-patagônia e pato-picazo.

Ficheiro:Netta peposaca.jpg


Pato-de-Dorso-Branco

Thalassornis é um género de aves anseriformes da família Anatidae. Este taxon contém apenas uma espécie, O pato-de-dorso-branco (Thalassornis leuconotus).
Habitam em lagos e lagoas, pântanos e sapais. É uma espécie bem adaptada ao mergulho, podendo permanecer debaixo de água até meio minuto.

Ficheiro:Thalassornis leuconotus.jpg


Pato-Pé-Vermelho

(Amazonetta brasiliensis)

É uma espécie freqüente em muitas partes do Brasil e uma das, mas visadas por caçadores.


Vive em bandos em locais com água. O macho em plumagem reprodutiva apresenta um capuz anegrado e ambos, macho e fêmea, apresentam áreas brancas ou claras na cabeça em plumagem de eclipse. Em vôo denotam extensos espelhos verdes e brancos nas asas. Sua outra denominação popular “ananai” é onomatopéia.




Pato-Mergulhão




O pato-mergulhão (Mergus octosetaceus) é uma ave do género Mergus.
É um pato de feições esguias e possuidor de uma longa crista na cabeça. A cabeça e o pescoço são de cor negra, sendo o resto do corpo mais ou menos acinzentado. A crista é normalmente de menores dimensões nas fêmeas.
Os seus locais de reprodução situam-se em rios pouco profundo de corrente rápida, no centro-sul do Brasil. Nidificam em cavidades nas árvores e possivelmente em cavidades rochosas.
Alimentam-se de peixes, pequenas enguias, larvas de insetos e caracóis.
A espécie encontra em perigo crítico de extinção. O número total de indivíduos tem-se reduzido, devido a poluição fluvial proveniente de atividades agrícolas e de desflorestação. A sua população atual é estimada em menos de 250 indivíduos.

Ficheiro:Pato-mergulhao.jpg




Irerê




O irerê (Dendrocygna viduata) é uma espécie de marreca encontrada na África e na América do Sul. Tais aves medem cerca de 44 centímetros de comprimento, com máscara, calça e luva brancas, asas negras, flancos listrados, bicos e pés plúmbeos. Também são conhecidas pelos nomes de apaleí, arerêi, assobiadeira, assoviadeira, chega-vira-e-sobe, cuchacha, marreca-apaí, marreca-do-paraná, marreca-piadeirinha, marreca-viúva-de-são-pedro, pato-coral, paturía, paturi, piadeira branca e viuvinha-do-leste.

Ficheiro:Dendrocygna viduata upright.jpg




Marreca-Caneleira




A marreca-caneleira (Dendrocygna bicolor) é uma espécie de marreca presente do estado da Califórnia à Argentina e, de forma local, no Brasil. Tais aves chegam a medir até 48 cm de comprimento e possui plumagem parda-acanelada, pescoço com laterais anegradas, flancos listrados de amarelo, bico e pés acinzentados. Também são conhecidas pelos nomes de marrecapeba, marrecapéua e xenxém.

Ficheiro:Dendrocygna bicolor wilhelma.jpg

Marreca-de-Coleira

A marreca-de-coleira mede aproximadamente 30 cm de comprimento. Apresenta os lados da cabeça e pescoço brancos.
Habita as matas alagadas da América do Sul, sendo encontrada do norte da Argentina e Uruguai à Bolívia, Paraguai e Brasil (Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul).

Ficheiro:Callonetta leucophrys -London Wetland Centre.jpg

Marreca-de-Pé-Vermelho

A marreca-pé-vermelho (Amazonetta brasiliensis) é uma espécie de marreca encontrada em grande parte da América do Sul. Tais aves chegam a medir até 40 cm de comprimento, com espelho alar variando entre negro, verde e azul-brilhante, duas manchas claras na face, garganta branca e pescoço posterior negro. Na espécie, machos diferenciam-se das fêmeas pela presença bicos e pés vermelhos, uma vez que nas fêmeas eles são azulados. Também são conhecidos pelos nomes de ananaí, marreca-ananaí, marreca-assobiadeira, marreca-assoviadeira, marreca-dos-pés-encarnados, marreca-espelho e pé-vermelho.

Ficheiro:Amazonetta brasiliensis.jpg

Marreca-Oveira

Anas sibilatrix, conhecida popularmente por marreca-oveira, é uma ave da família Anatidae.
Mede entre 43 a 54 cm, com os machos pesando 900 gramas em média e as fêmeas, em média, 800 gramas.
Vivem em lagos, lagoas, pântanos e rios de baixa correnteza. Prefere as águas profundas na maior parte do tempo. Ocupa habitats desde o nível do mar até 1 200 metros de altitude.
É espécie endêmica da América do Sul, encontrado do centro-sul da Argentina e Chile, até a Terra do Fogo. No inverno, migra em direção ao norte, alcançando Uruguai, Paraguai e sul do Brasil. Também estão presentes nas Ilhas Malvinas.
Põe de cinco a dois ovos, cujo período de incubação dura 26 dias.

Ficheiro:Chiole Wigeon.JPG

Marreca-Pardinha

A marreca-pardinha (Anas flavirostris) é uma espécie de marreca da região meridional da América do Sul. Tais aves mede cerca de 41,5 cm de comprimento, possuindo o corpo pintalgado de marrom, dorso mais escuro, peito salpicado, vértice anegrado, cauda curta e bico azul-acinzentado com base amarelada. Também são conhecidas pelos nomes de assobiadeira, assoviadeira, danadinha, marreca-assobiadeira, marreca-assoviadeira, marreca-pintada e parda-pequena.

Ficheiro:Anas flavirostris.JPG

Marreca-Toicinho

A marreca-arrebio (Anas acuta) é uma marreca migratória presente no hemisfério norte, mas que por vezes pode ser encontrada na América do Sul. Também é conhecida pelo nome de arrabio.

Ficheiro:Anas acuta3.jpg

Marreca-Parda

Anas georgica, conhecido popularmente por marreca-parda, é uma ave da família Anatidae.
Vivem em lagos, açudes e banhados. Ocorre desde a Terra do Fogo (incluindo as Ilhas Geórgia do Sul, das quais se originam o nome da espécie) ao estado de São Paulo e, pelos Andes, até a Colômbia. Sua população vem diminuindo consideravelmente na Região Sul do Brasil, em virtude da caça.

Ficheiro:Anas georgica -Curitiba Zoo, Parana, Brazil-8a.jpg 

MArreca-Cricri

A marreca-cricri (Anas versicolor) é uma espécie de marreco que ocorre na América do Sul meridional. Tais aves chegam a medir até 40 cm de comprimento, com plumagem castanha, carijó, com capuz negro, flancos estriados de alvinegro e bico azul com base amarela. Também são chamadas de pato-argentino e quiri-quiri.

 

Marreca-Carijó

A marreca-carijó ou pato-canela (Anas cyanoptera, cyano (azul) + ptera (asa)) é uma espécie de marreca que ocorre na América do Norte e América do Sul meridional e ocidental. Tais aves chegam a medir até 40 cm de comprimento e possui plumagem parda-avermelhada com manchas anegradas, asa com grande mancha cinza-azulada e crisso negro.

Macho
Ficheiro:Sarcelle cannelle.jpg

Fêmea
Ficheiro:Anas cyanoptera1.jpg

Marreca-Colhereira

Anas platalea, conhecida popularmente por marreca-colhereira, é uma ave da família Anatidae.
A marreca-colhereira mede 53 cm de comprimento, pesando entre 500 e 600 gramas. O bico é a principal característica da espécie, largo (6 cm), alto e de coloração negra. Apresenta cabeça e pescoço claros, com coloração castanho-acanelada na parte superior das asas. O dorso, o peito e os flancos são densamente manchados de negro. A íris é branca no macho é escura na fêmea.
Vivem em lagos, lagunas e estuários de água doce, bem como em estuários salobres e da costa marinha até os 3 500 m de altitude.
É uma espécie endêmica da América do Sul. Sua distribuição geográfica compreende Brasil, Paraguai, Bolívia, Chile, Uruguay e Argentina até o Estreito de Magalhães.

Ficheiro:Anas platalea -WWT Slimbridge -England-8.jpg

Marreca-de-Pé-na-Bunda

Oxyura vittata, conhecido popularmente como marreca-pé-na-bunda, é uma ave anseriforme da família Anatidae.
A marreca-pé-na-bunda é uma ave pequena, medindo aproximaamente 40 cm de comprimento e pesando cerca de 640 gramas. Apresentam dimorfismo sexual: o macho possui a cabeça negra, plumagem do corpo castanho-avermelhada e bico azul; a fêmea possui plumagem do corpo castanho-escura, pescoço branco, coroa e faixa os lados da cabeça negras.
A principal característica desta espécie é o tamanho avantajado de seu pênis intromitente que, em proporção ao tamanho do corpo, é o maior de todos os vertebrados. O pênis da marreca-pé-na-bunda é espiral, aproximadamente igual em comprimento ao de um avestruz, e possui uma textura espinhosa e semelhante a uma escova. A fêmea, por uma vez, possui uma vagina espiral em sentido oposto. Pouco é conhecido sobre o ato sexual desta espécie.
É encontrada no Chile e Argentina, migrando no inverno para o sul do Brasil e Paraguai. Passa a maior parte do tempo na água e raramente voa.


Pato-d'Asa-Azul

O pato-d'asa-azul (Anas discors) ou marreca-de-asa-azul é uma ave pertencente à família Anatidae. O macho distingue-se pelo crescente branco junto ao bico. Tanto o macho como a fêmea têm uma grande mancha azul na asa, visível em vôo.
Este pato nidifica na América do Norte, ocorrendo acidentalmente na Europa.

Ficheiro:Blue-Winged Teal.jpg

Marreco-Mandarim

O Pato-mandarim (Aix galericulata), marreco-mandarim ou apenas mandarim, é um pato de médio porte, parente próximo do pato-carolino. Mede de 41 a 49 cm de comprimento, com uma envergadura de 65 a 75 cm.
O macho adulto é uma ave marcante e inconfundível. Possui um bico vermelho, faixas brancas crescentes acima dos olhos, uma face avermelhada e "bigodes". O peito é roxo com duas faixas verticais, os flancos rosados, com duas faixas laranja que deslizam pelas costas. A fêmea é similar à fêmea do Pato-carolino, com um anel branco em volta do olho e desenhado para a parte de trás do olho, esbranquiçada na parte debaixo, com uma pequena faixa branca na lateral e esbranquiçada também na ponta do bico.
Os Patos Mandarins são referenciados pelos chineses como Yuan-yang (chinês tradicional: 鴛鴦, chinês simplificado: 鸳鸯, pinyin: yuān yāng), são frequentemente destacados na arte Oriental e são considerados como símbolos de carinho e fidelidade conjugal. Uma vez que, após acasalarem se mantêm aos pares para o resto da vida.
Um provérbio chinês para casais usa o pato mandarim como metáfora: "Dois patos mandarins brincando na água" (chinês tradicional: 鴛鴦戲水, chinês simplificado: 鸳鸯戏, pinyin: yuān yāng xì shuǐ). O símbolo do Pato Mandarim é também utilizado nos casamentos chineses, por que na tradição chinesa eles simbolizam a felicidade e a fidelidade conjugal. A razão para esta metáfora é por que ao contrário de outras espécies de patos, o pato mandarim permanece com a parceira com a qual acasalou até que os ovos eclodam e inclusive auxilia no cuidado com os filhotes. Mesmo com os dois pais zelando pela segurança dos filhotes, a maioria deles não consegue chegar na idade adulta.
A espécie foi difundida no leste da Ásia, mas as exportações em larga escala e a destruição das florestas que lhes serviam de habitat, tem reduzido as populações deles na Rússia e na China para menos de 1000 casais em cada país. No entanto, no Japão ainda existem aproximadamente 5000 casais.
Espécimes, freqüentemente escapam dos seus bandos, tanto que no século XX umas populações selvagens de aproximadamente 1000 casais se estabeleceram na Grã-Bretanha. Embora isso seja de grande importância para a preservação da espécie, as aves não são protegidas no Reino Unido, pois não são nativas do país. Existe também uma população selvagem migrante de centenas de mandarins no condado de Sonoma na Califórnia. Esta população é o resultado dos vários mandarins que escaparam dos seus cativeiros e começaram a se reproduzir na natureza.
No meio selvagem, os mandarins ficam em lugares densamente arborizados próximos de lagos, pântanos e lagoas. Eles fazem seus ninhos nas cavidades das árvores, próximas da água. Durante a primavera, as fêmeas põem seus ovos nas cavidades das árvores após o acasalamento. Os machos não participam da incubação, deixando a fêmea tomar de conta dos ovos sozinha. No entanto, diferentemente de outras espécies de patos, o macho não abandona a fêmea completamente, deixando-a apenas temporariamente até que os filhotes tenham nascido. Logo após o nascimento dos filhotes, a fêmea voa de volta ao chão e chama os filhotes para saltarem do ninho. Depois que todos os filhotes estão fora da árvore, eles seguem a mãe para a massa de água mais próxima onde eles normalmente encontram o pai, que irá se unir novamente à família e proteger os filhotes junto com a mãe.

Ficheiro:Mandarin.duck.arp.jpg

Ficheiro:Aix galericulata Mandarinentenpaar.JPG

Marreco-Carolina

O macho é exuberante em sua plumagem adulta, e após a época de procriação entra em processo de muda da plumagem. A fêmea possui a plumagem igual à plumagem transitória do macho. Contudo é fácil identificá-la, pois ela possui um arco branco em torno dos olhos, as plumas da bochechas são diferenciadas e existem sombras marrons na cabeça. Todavia essas características são variáveis. A plumagem juvenil, lembra a plumagem da fêmea,porém a barriga é mais listrada e manchada na cor amarelada e marron.
Vivem em lagos de água doce, brejos, pântanos, rios calmos sempre rodeados por densa floresta.
Alimentam-se de sementes, castanhas, plantas aquáticas,plantas forrageiras, mergulham para capturar pequenos moluscos e plantas que vivem na água e adoram pastar em terra firme. Em cativeiro, alimentam-se de ração de galinha, sendo: Até 1 mês ração inicial. Após 1 mês ração de crescimento. Na reprodução recomenda-se ração de reprodução ou postura. Se quiser, forneça-lhes ração de cachorro adicionalmente como complemento na época de acasalamento. Se possível deixe-os pastar.
A época de reprodução do marreco Carolina no Brasil é de setembro a fevereiro, sendo que as maiores partes dos casais começam a incubação em novembro. Normalmente a fêmea põe um ovo após o outro, o número pode chegar a 11 sendo bastante comum encontrar um número de ovos bem próximo deste. A melhor maneira de criá-los em cativeiro é deixar que os pais os choquem porque todo palmípede necessita muita umidade. Ocorre que ao nascerem em incubadoras tornam-se muito ariscos, o que ocasionam muitos acidentes de manejo. A porcentagem de eclosão é superior a 80 %. Algumas vezes podem ocorrer duas posturas principalmente, se a primeira ninhada ocorrer no começo de setembro. Os filhotes são pardos e muito estressáveis. A cor é cinza, branco e marrom. No primeiro ano de vida possui a coloração semelhante a da fêmea. Já no segundo ano está apto a reproduzir-se. É uma ave muito resistente, com baixa mortalidade. Precisamos estar atentos quando os filhotes nasçam se a fêmea fica muito ciumenta e neste caso retira-se o macho para que ela não o machuque.
O carolina é uma ave muito fácil de ser domesticada. A princípio, é arisco, mas se for mantido em contato com movimento tornam-se bastante mansos. Existem relatos que o carolina torna-se animal de estimação. Em 1.913 esteve praticamente extinto em seu habitat devido a grande perseguição por caçadores. Graças a criação de quintal, onde fazendeiros os mantinham para fins ornamentais onde foi reintroduzido com muito êxito. O nome científico em latim Aix sponsa significa vestido de noiva, uma justa homenagem a sua linda plumagem.

Marreco-Carolina-Canela



Marreco-Carolina-Grey


Marreco-Carolina-Branco


Marreco-de-Pompom



Cisnes

Os cisnes são aves aquáticas da sub-família Anserinae, que inclui também os gansos. No seu conjunto formam o gênero Cygnus, sendo caracterizados pelo longo pescoço e por patas curtas. A sua distribuição geográfica é diversificada, sendo os cisnes do hemisfério norte brancos, enquanto que os do hemisfério sul apresentam plumagem por vezes colorida. Os cisnes formam casais monogâmicos e constroem ninhos onde chocam entre 3 a 8 ovos. Se a nidificação falha, é comum os membros do casal procurarem outro parceiro.

Cisne-Negro

O Cisne-negro (Cygnus atratus) é uma ave aquática australiana, pertencente à família Anatidae, a mesma família dos patos, gansos, e demais cisnes. É a ave oficial do estado da Austrália Ocidental. Pode-se encontrar em todos os estados da Austrália. O animal adulto pode pesar até 9 kg. Ao contrário de muitas outras aves aquáticas, os cisnes negros não têm hábitos migratórios. Passam a sua vida no local onde nasceram.
Nidificam em grandes aterros que constroem no meio de lagos poucos profundos. Os ninhos são utilizados de ano para ano, reparando-se e reconstruindo-se quando necessário. O ninho está tanto ao cuidado do macho quanto ao cuidado da fêmea. Quando as crias já estão aptas para nadar, com a sua plumagem definitiva, é comum ver famílias inteiras em busca de alimento nos lagos.

Ficheiro:Black.swans.slimb.750pix.jpg

Cisne-de-Pescoço-Negro

O cisne-de-pescoço-negro (Cygnus melanocoryphus) é uma ave anseriforme da família Anatidae típica do sul da América do Sul. O cisne-de-pescoço-preto pode figurar na lista das preciosidades ornitológicas. Distribuído pelo sul do Brasil e Chile, é também encontrado no Uruguai, Paraguai, Argentina, Terra do Fogo e Ilhas Falkland. Sendo um pouco menor que seus parentes do hemisfério norte, o cisne-de-pescoço-preto atinge 1 m de comprimento; é todo branco, com exceção da cabeça e do pescoço, que são pretos. Tem uma carúncula vermelha sobre o bico e uma listra branca que corre dos olhos até a nuca.
O Cisne-de-pescoço-preto é ave gregária e de hábitos sedentários. Vive perto das lagoas e, particularmente, próximo ao mar, alimentando-se de plantas aquáticas. É excessivamente arisco e, quando pressente o perigo, levanta vôo com grande alarido. Desajeitado no andar, precisa correr alguma distância para levantar vôo. Produz com as asas um ruído especial que, mesmo nos vôos em bando, se mantêm cadenciado, pois todos os elementos do grupo batem as asas ao mesmo tempo.

Ficheiro:Labedz czarnoszyi Cygnus melanocoryphus RB1.jpg 

Cisne-Branco

O cisne-branco foi descrito pela primeira vez pelo naturalista alemão Johann Friedrich Gmelin, em 1789. Tanto Cygnus quanto olor significam "cisne", em grego antigo e latim, respectivamente. No entanto, até a década de 1930 quando a American Ornithologists' Union mudou o seu nome, era conhecido como Sthenelides olor, confundindo a manutenção de registos e pesquisas. Por exemplo, a maior parte dos trabalhos realizados por Howard Hildegard no Museu da Califórnia de História Natural, refere-se ao cisne-branco como Sthenelides olor.
Quando adultos, o cisne-branco tem em média entre 125 a 170 cm de altura, com uma longa extensão de asas que variam de 200 a 240 cm. Eles podem repousar até 1.2 m de altura em terra. Os machos são maiores do que as fêmeas e têm um maior manípulo em sua fatura.
O cisne-branco é uma das aves que voam mais pesadas, sendo que o macho tem um peso médio de cerca de 12 kg e as fêmeas mais de 8 kg. A maioria das espécies de Cygnus olor é semelhante ao Cygnus cygnus, porém tem bico amarelo e preto, e ausência de um pescoço curvado, é maior e mais pesada, e não tem a característica projeção acima do bico.
Aves jovem, chamada cygnets, não são brancos e brilhantes como os adultos, bem como a seu bico é preto, e não laranja. A cor da faixa estabelece branco puro para um amarelo-claro a cor cinzenta. A cor branca dos cygnets tem um gene leucistic, visto com mais freqüência nos estados norte-centrais dos Estados Unidos e na Polônia.

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Cisne-Trombeteiro

O cisne-trombeteiro é a maior ave natural da América do Norte, com os machos medindo entre 145 a 163 centímetros de comprimento e pesando 11,8 kg (excepcionalmente atingindo cerca de 183 cm e pesando 17 kg), e as fêmeas entre 139 e 150 centímetros e pesando cerca de 10 kg. A envergadura, nos machos, pode chegar próximo dos 3 metros de comprimento.
A plumagem é uniformemente branca, o bico é negro marcado por uma coloração rosada na linha da boca, e as patas são curtas e pretas. Os juvenis são acinzentados e sua plumagem torna-se branca após um ano.

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Cisne-Pequeno

O cisne-pequeno ou cisnes-da-tundra (Cygnus columbianus bewickii) é uma ave anseriforme que nidifica no Ártico, mas que migram para longas distâncias a fim de passarem o inverno na Europa, China, Japão e Estados Unidos.
As crias acompanham os pais nessa migração com apenas 3 meses de idade. As fêmeas põem os ovos num ninho de musgo e juncos, em solo apaulado, perto de água. Em geral, forram-no com penugem que a fêmea arranca do peito para manter os ovos quentes.


Estudos recentes realizados nas populações invernantes nos Países Baixos mostraram que o cisne-pequeno sofre uma autêntica remodelação interna durante os cinco meses de migração, alongando o intestino de 2,5 metros para 4 metros. Pouco antes da migração para norte, e durante a migração propriamente dita, o intestino volta a reduzir-se a 2,5 metros. Esta adaptação permite ao cisne-pequeno tirar o maior proveito da sua dieta que durante o Inverno é constituída quase exclusivamente por erva. Apesar deste tipo de alteração ser relativamente comum entre aves migratórias, a extensão desta no cisne-pequeno é particularmente notável.

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Cisne-bravo

O cisne-bravo (Cygnus cygnus) é um cisne nativo do hemisfério norte. É o animal nacional da Finlândia e aparece nas moedas finlandesas de 1 euro.
O cisne-bravo é idêntico em aparência ao cisne-de-bewick. Contudo, é maior, seu comprimento é de 140 a 160 cm, suas asas de 205 a 235 cm e um peso que alcança 8 a 15 kg. Sua cabeça tem uma forma mais angular.

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Capororoca



Coscoroba coscoroba, conhecido popularmente como capororoca, é uma ave anseriforme da família Anatidae.
A capororoca mede aproximadamente 1 m de comprimento e pesa 3,5 kg. Possui a aparência de um cisne, com plumagem branca com a ponta das asas negras; o bico e os pés são vermelhos. Apresenta dimorfismo sexual quanto ao tamanho, sendo a fêmea menor que o macho. Podem viver até 25 anos.
Encontrada na América do Sul, da Patagônia e Chile ao Paraguai e Brasil (litoral do Rio Grande do Sul). Vivem em lagos, pântanos e banhados próximos ao mar. É uma ave onívora, alimenta-se de plantas e pequenos animais nas margens rasas de lagos e rios.
Constroem ninho no meio de lagos rasos. A fêmea põe de 4 a 6 ovos, excepcionalmente podendo colocar até nove, e o período de incubação é de 35 dias.

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Gansos

O ganso é um defensor da propriedade, e apesar de ser uma ave, faz frente a qualquer intruso que apareça, independentemente de seu tamanho.
Os humanos não estão imunes aos ataques destes animais, que grasnam furiosamente enquanto não repelirem o intruso. A sua vida é feita ao ar livre e em bando, comendo tudo o que lhes apareça, sejam caracóis ou minhocas, passando por erva, milho e rações próprias. Corpulentos, estes animais, quando criados em cativeiro, não conseguem voar, apenas usam as asas para ganhar velocidade, quando o perigo o justifica. Existem várias raças de gansos que povoam as quintas da Europa, sendo que alguns já resultam de cruzamentos, como por exemplo, o Ganso-Pardo, o mais comum, que se supõe ser um cruzamento do Ganso Toulose com o Ganso Branco selvagem.

Ganso-Comum

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Ganso-do-Havaí

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Ganso--do-Egito

O ganso-do-egipto (Alopochen aegyptiacus) é umas aves anseriformes do grupo dos gansos. É também conhecido por ganso-do-nilo, ganso-raposo e em Angola por balandira. A sua área de distribuição inclui Europa e África. É especialmente comum a sul do Saara e vale do Nilo.
No século XVIII, a espécie foi introduzida na Grã-Bretanha, onde desenvolveu uma população importante. Esta espécie já colonizou também os Países Baixos, Bélgica, e Alemanha.
Os gansos-do-egipto evitam zonas densamente arborizadas, e podem ser normalmente encontrados em prados, relvados e em campos agrícolas. Passam a maioria do tempo em rios, lagos e terras alagadas. Podem ser encontrados até altitudes elevadas de cerca de 4000 m.

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Ganso-do-Canadá

O ganso-do-canadá (Branta canadensis) é uma ave anseriforme da família Anatidae, típica da América do Norte. A espécie nidifica no Canadá e Estados Unidos da América, numa grande variedade de habitats perto de massas de água. Os Grandes Lagos suportam um grande número de gansos-do-canadá. Algumas populações, nomeadamente as da costa do Pacífico, não são migratórias, outras viajam no inverno para climas mais temperados. Através do uso sistemático de anilhagem, foi descoberto que o ganso-do-canadá visita esporadicamente as Ilhas Britânicas, Escandinávia e península da Kamchatka. O ganso-do-canadá foi introduzido na Europa pela primeira vez no reinado de Jaime II de Inglaterra, como adição à coleção de St. James Park. Hoje em dia habita parques, florestas e jardins no norte da Europa.
O ganso-do-canadá mede entre 90-100 cm de comprimento, 160-175 cm de envergadura, e pesa entre 3,5-6,5 kg, sendo as fêmeas um pouco menores. A sua plumagem é castanha, com o pescoço longo e cabeça pretos. Talvez a característica visual mais marcante desta espécie seja a faixa branca, muito marcada, na zona da queixada. As diversas sub-espécies (ver em baixo) distinguem-se por detalhes nas tonalidades da plumagem e distribuição geográfica.
A alimentação é feita à base de material vegetal, particularmente plantas aquáticas. O ganso-do-canadá alimenta-se enquanto nada, mergulhando o longo pescoço na água. Durante períodos de migração, podem tirar partido de resíduos agrícolas como sementes e feno.
Os gansos-do-canadá formam casais monogâmicos por volta dos dois anos, que permanecem unidos até à morte de um dos parceiros. Na época de nidificação, o casal escolhe um território junto da água, que protege de intrusos, sejam eles outros gansos ou de outras espécies, com agressividade. A fêmea põe entre 4 e 8 ovos por época, incubados por ambos os membros do casal ao longo de 25-28 dias. Durante este período, os gansos-do-canadá perdem as penas de voo e, como tal, a capacidade de voar. Assim que os juvenis eclodem, os progenitores acompanham-nos em excursões de alimentação. Os juvenis têm o hábito curioso de seguir o pai ou mãe em linha indiana, que se designa por parada.
Por vezes, várias famílias reúnem-se para se alimentar em aglomerações de adultos e juvenis – as creches. Os gansos-do-canadá são muito cuidadosos com as suas crias e protegem-nas de qualquer ameaça de agressão, atacando, se for preciso, animais de muito maiores dimensões. A esperança de vida média de um ganso-do-canadá é de cerca de 20 anos.
O ganso-do-canadá não inspira grandes cuidados de conservação e hoje em dia está listado pelo IUCN como pouco preocupante. Nem sempre foi assim. No início do século XX, o ganso-do-canadá estava seriamente ameaçado por degradação de habitat e caça excessiva ao longo de mais 200 anos de convivência com o Homem. A sub-espécie B. c. maxima esteve mesmo considerada como extinta em1952, até um pequeno grupo ser redescoberto no Minnesota. Com a entrada em vigor de programas de preservação e limites de caça, o ganso-do-canadá recuperou bem e adaptou-se às novas condições e a ambientes urbanos, principalmente campos de golf.

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Ganso-Bravo

O ganso-bravo ou ganso-comum-ocidental (Anser anser) é uma ave da família Anatidae caracterizado por seu aspecto de ganso de granja, com o bico laranja, plumagem cinza pardo e patas rosas. Sua voz é muito forte. O ganso-bravo coloca parcialmente 4 a 6 ovos em uma ninhada, de Maio a Junho. Alimenta-se arrancando ervas e brotos do solo; às vezes, escava procurando raízes. Ele está presente em quase toda Europa, em zonas úmidas, às vezes, pantanosas. Em muitos casos, os indivíduos introduzidos se naturalizam e se fazem residentes, perdendo seu caráter selvagem.

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Ganso-Africano

O ganso-africano (Anser cygnoides) é uma ave anatídea em perigo de extinção no estado selvagem, em virtude do alto grau de domesticação de difusão ao longo de vários países.
O ganso-africano ocorre na Eurásia e África. É uma ave migratória, com zona de nidificação natural é na Mongólia, zona Norte da China e zona sul da Federação Russa. Esta espécie vive ao longo de charcos, lagos e rios próximos a campinas e pradarias. Vivem cerca de dezoito anos, atingindo sua maturidade sexual no primeiro ano. Os casais que se formam duram pela vida toda. Fazem seus ninhos no solo, podendo colocar até quarenta ovos por ninhada. Alimentam-se de gramíneas, folhagens, sementes, frutos e pequenos insetos. São presas freqüentes de raposas, felinos e aves de rapina.
Os gansos-africanos são apreciados e admirados no mundo todo, seja pela culinária (em França são a fonte do fois gras) como pela inúmera gama de atributos e simbologias que lhes são conferidos.

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Ganso-Sinaleiro-Chinês


Ganso-dos-Andes




Anhuma



A anhuma é uma ave anseriforme da pequena família Anhimidae. É típica da América do Sul, encontrada na Amazônia, no Pantanal e em regiões do Nordeste e do Sudeste do Brasil e também na Colômbia, no Equador e no Peru. Também é conhecida como inhuma, inhaúma, ema-preta, cametau, unicórnio (no estado do Amazonas), guandu (no estado de Mato Grosso), caiuá e itaú, entre outros nomes. É a ave-símbolo do estado de Goiás.
A anhuma tem cerca de 60 cm de altura, 80 cm de comprimento 1,7 metro de envergadura e pesa em torno de 3 kg. A plumagem é da cor enegrecida, exceto no ventre, que é branca. A sua característica mais singular é a presença de um "espinho" córneo e curvo de 7 a 12 cm na cabeça. Possui também dois esporões, uma maior e outro menor, em cada asa. O bico é curto e pardo escuro com a ponta esbranquiçada e as pernas são grossas e terminam e grandes dedos.
Ela habita principalmente os pantanais e beiras de lagoas e rios com margens florestadas ou com vegetação rasteira. Vive aos casais e em grupos familiares, às vezes em bandos maiores. A sua alimentação básica são plantas flutuantes e gramíneas. Costuma migrar durante a seca, voltando na época chuvosa. Na época do acasalamento, a fêmea pôe em geral três ovos de cor marrom-olivácea.

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Tachã



O tachã (Chauna torquata) é uma ave anseriforme da família dos anhimídeos, natural das regiões da Argentina e Bolívia até a região Sul do Brasil. Tais aves medem cerca de 80 cm de comprimento, com pernas vermelhas, plumagens pardo-acinzentadas, pescoço com gola negra e estreito círculo branco. Suas asas são negras e com uma grande área branca visível durante o vôo. São conhecidas ainda pelos nomes de anhuma-do-pantanal, anhumapoca, anhupoca, chajá, inhumapoca, taã, tachã-do-sul, tajã, xaiá e xajá.

Ficheiro:Chanua torquata - Zoo Schmieding2.JPG

Ficheiro:Halsband-Wehrvogel Chanua torquata 0505273 Ausschnitt.jpg

Pelecaniformes



Pelicanos

O pelicano é uma ave da ordem dos pelecaniformes, família Pelecanidae. A sua principal característica é o longo pescoço que contém uma bolsa na qual armazena o alimento. Assim como a maioria das aves aquáticas, possui os dedos unidos por membranas. Os pelicanos são encontrados em todos os continentes, exceto na Antártida.
Eles podem chegar a medir 3 metros de uma asa a outra e pesar 13 quilogramas, sendo que os machos são normalmente maiores e possuem o bico mais longo do que as fêmeas. Pratica uma dieta restrita aos peixes, apesar de já ter sido documentado um pelicano a comer uma pomba.

Pelicano-Branco

O pelicano-branco ou pelicano-comum (Pelecanus onocrotalus) é uma espécie de pelicano distribuída pelo sudeste da Europa e Ásia. A sua plumagem é caracteristicamente branca. Uma das maiores colônias da espécie é o delta do Rio Danúbio. Mede cerca de 1,6 metros de comprimento e atinge 2,8 metros de envergadura.


Pelicano-Cinzento

O pelicano-cinzento, Pelecanus rufescens, também conhecido como pelicano-cinzento-africano ou pelicano-de-dorso-rosa-africano (tradução do nome inglês Pink-backed Pelican) é uma espécie de pelicano que se distribui pelas zonas húmidasde toda a África tropical e subtropical, até à Arábia e a Madagáscar.
É uma espécie relativamente pequena, atingindo um comprimento de 132 cm, uma envergadura de 2,9 m e um peso de 5,5 kg. A plumagem dos adultos é branca e cinzenta, com uma tonalidade rosada no dorso e as pontas das asas pretas; durante a época da reprodução, ostenta penas longas na cabeça. O bico atinge 38 cm, com a parte superior amarela e a bolsa cinzenta.
O pelicano cinzento reproduz-se durante todo o ano, em casais monogâmicos, construindo um ninho simples com gravetos, perto da água, onde põe 2-3 ovos brancos, grandes. A eclosão dos ovos ocorre 30 dias depois da postura. Os pintos alimenta-se mergulhando as cabeças na bolsa dos progenitores e retirando comida regurgitada.
Os adultos alimentam-se principalmente de peixes e anfíbios.
Apesar dos riscos de degradação do seu habitat, uma vez que as zonas húmidas sofrem os impactos da regulação dos rios, esta espécie foi avaliada pela IUCN como não oferecendo preocupação. Os principais inimigos destas aves são os crocodilos.



Pelicano-Crespo

O pelicano-crespo (Pelecanus crispus) é uma espécie de pelicano, nativa do sudeste da Europa até o território chinês.


Pelicano-Australiano

O pelicano-australiano (Pelecanus conspicillatus) é uma espécie de pelicano nativa da Austrália e Nova Guiné.
Estes pelicanos têm uma envergadura de 160 a 180 cm e pesam 4 a 7 kg. O seu esqueleto é extremamente leve e representa cerca de 10% do peso corpóreo total. Têm hábitos gregários e vivem em grandes colônias; raramente são encontrados sozinhos. Na época da nidificação a coloração desses animais muda drasticamente, a pele se torna, praticamente, dourada e a bolsa gutural, rosa.
Os ninhos são feitos no chão e a fêmea faz a postura de 2 ou 3 ovos que são cuidados pelos progenitores. O tempo de incubação fica entre 32 e 35 dias. Depois do nascimento, os filhotes permanecem em creches com cerca de 100 animais, permanecem ali até completarem dois meses; a expectativa de vida ultrapassa os 25 anos.
Alimentam-se de peixes, crustáceos e tartarugas marinhas recém-nascidas.


Pelicano-Pardo

O pelicano-pardo (Pelecanus occidentalis) é uma ave da ordem dos Pelecaniformes (família Pelecanidae), também conhecido como pelicano-pequeno. O nome alternativo deve-se ao fato de, apesar da envergadura das asas chegar a dois metros, ser a espécie menor dentro dos pelicanos. A espécie vive no continente americano e é comum na América do Sul.
O pelicano-pardo é a ave oficial do estado norte-americano do Louisiana.
Após o uso indiscriminado do pesticida DDT durante a década de 1970, o pelicano-pardo quase foi dizimado, assim como a águia-careca e o falcão-peregrino. Contudo, no ano de 2009, ele foi retirado da lista de espécies em perigo de extinção. 


Pelicano-Peruano

O pelicano peruano, pelecanus thagus é um pelicano nativo do Chile e Peru. Ás vezes é considerado uma sub-espécie de pelicano-pardo (Pelecanus ocidentalis), o pelicano-pardo-peruano (Pelecanus ocidentalis thagus).


Phoenicopteriformes

Flamingos

O flamingo é uma ave pertencente à família Phoenicopteridae da ordem Phoenicopteriformes. Anteriormente pertencia a ordem Ciconiiformes. Tradicionalmente todas as espécies eram incluidas no género Phoenicopteruss, mas actualmente o flamingo-andino e o flamingo-de-james são considerados um gênero à parte, Phoenicoparrus, por causa de certas diferenças no bico, e o flamingo-pequeno também foi incluído no seu próprio género, Phoeniconaias[1].
Os flamingos são aves pernaltas, de bico encurvado, que medem entre 90 e 150 cm. A sua plumagem pode ser bastante colorida em tons de rosa vivo. São animais que se alimentam de algas e pequenos crustáceos através de filtração.
Os flamingos são aves gregárias, que vivem em bandos numerosos junto a zonas aquáticas. Algumas espécies conseguem inclusivamente habitar zonas de salinidade extrema, como os lagos africanos do Vale do Rift.
O flamingo é a ave nacional de Trinidad e Tobago.

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Flamingo-Comum

O flamingo-comum ou flamingo-rosado (Phoenicopterus roseus) é uma ave da família Phoenicopteridae. Tal como os outros membros da sua família, sua plumagem pode ser branca, rosada, ou por vezes uma coloração quase laranja, as patas longas e o bico espesso e curto. Foi recentemente separado do flamingo-americano (P. ruber).
O flamingo-comum distribui-se pelo sul da Europa (bacia do Mediterrâneo), pelo norte da África bem com em alguns territórios mais a Oriente.
Na Europa este flamingo possui colônias importantes em Espanha (Laguna de Fuente de Piedra) e em França (Camargue). Em Portugal pode ser vista ao longo de todo o ano nas zonas úmidas litorais desde o estuário do Tejo até ao Algarve. Em 2010 foi pela primeira vez foi confirmada a nidificação de flamingos em Portugal, na Lagoa dos Salgados, no Algarve.
A observação de aves anilhadas mostra que uma grande parte dos flamingos que ocorrem em Portugal são oriundos das colônias européias.
Os flamingos podem chegar a altura entre 120 a 145 cm de altura, 170 cm de envergadura e pesar cerca de 12 kg.

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Flamingo-Chileno

São animais de hábitos migratórios, que podem voar aproximadamente 500 km por dia em busca de alimento e locais para nidificação. Vivem em grandes colônias que variam de 3 a 6.000 pares. Assim, reproduzem-se em grupos, botando apenas um ovo que nasce em média após 29 dias. Entre três a seis anos atingem a maturidade sexual e podem viver longos períodos tanto em vida livre (33 anos) como em cativeiro (44 anos).

Ficheiro:Slimbridge.chilean.flamingo.arp.jpg

Flamingo-Americano

O flamingo-americano (Phoenicopterus ruber), é uma ave pernalta que pertence à família Phoenicopteridae e à ordem Phoenicopteriformes.
Tida como uma das mais graciosas e estranhas aves da avifauna mundial, o flamingo-americano é o resultado inesperado da adaptação aos meios aquáticos que freqüenta. Ave pernalta, pode ultrapassar um metro e meio de altura. Em média os machossão um pouco maiores e têm o pescoço mais comprido do que as fêmeas. A envergadura das asas dos flamingos varia entre os 140 e os 165cm.
Sua plumagem apresenta uma variação considerável entre o rosa pálido e um rosa mais intenso. As penas de cobertura das asas são rosa vivo, chegando a vermelho-carmim, e as penas de vôo são pretas. As patas, tal como o bico, com exceção da ponta que é preta, são igualmente rosa. Os juvenis têm o pescoço e as patas mais curtos e a plumagem que inicialmente é castanho-acinzentado vai, à medida que o indivíduo se aproxima da maturidade, sendo substituída por uma plumagem branca e finalmente rosada.
No Brasil, o único lugar onde nidifica é no Cabo Orange, fronteira com a Guiana Francesa. Entretanto, mesmo nessa região pouco habitada a espécie encontra-se ameaçada de extinção em virtude do estabelecimento de plantações de arroz, das salinas ao longo da costa, da caça predatória e da captura de seus ovos.
Em Portugal, não há registros de nidificação desta espécie.

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Flamingo-Pequeno

O flamingo-pequeno (Phoeniconaias minor) é uma ave da família Phoenicopteridae. É um pouco menor que o flamingo-comum, distinguindo-se pelas tonalidades mais intensas da plumagem e pelo bico escuro.
Este flamingo distribui-se pela África tropical, sendo muito raro na Europa. Existem algumas observações em Portugal, mas não se sabe se as aves em causa eram genuinamente selvagens.

Ficheiro:Flam.lesser.600pix (Pingstone).jpg

Flamingo-de-James

O flamingo-de-james é uma ave da ordem Phoenicopteriformes, família Phoenicopteridae. Possuem um corpo oval cheio de penas brancas levemente rajadas com rosa. O bico do flamingo-de-james é mais curto do que as outras espécies de flamingos, sendo o mesmo cheio de filamentos, que lhes permite filtrar as águas dos lagos. Tem as pernas finas e é a menor espécie de flamingo existente, medindo pouco menos que um metro de altura. O flamingo-de-james se alimenta de plânctons, principal motivo de sua coloração rosada.

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Flamingo-Andino

O flamingo-andino (Phoenicoparrus andinus) é uma das quatro espécies de flamingos existentes na América do Sul.
Habita certas áreas da Cordilheira dos Andes, como a Puna de Atacama e no altiplano. Alimenta-se de algas e pequenos crustáceos que dão às suas penas a coloração rosadada, e que encontra em lagos de água doce e lagunas de água salgada, notavelmente na laguna Colorada.
Costuma se juntar a bandos de flamingo-chileno para pescar peixes e crustáceos.

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Procellariiformes



Albatrozes

Albatroz-Gigante

O albatroz-errante ou albatroz-gigante (Diomedea exulans) é uma ave da família Diomedeidae que ocorre na maior parte do oceano austral, das margens do gelo que circunda a Antártica (68°S) até o Trópico de Capricórnio (23°S) e, ocasionalmente, até mais ao norte, com alguns registros fora da Califórnia e no Atlântico Norte. Durante o inverno, a maior parte das aves se concentra ao norte da Convergência Antártica.
As crias de albatroz-errante são quase totalmente marrom ao deixarem o ninho mas com a idade adquirem a plumagem branca e cinzenta, sendo machos mais brancos que as fêmeas. Os machos das ilhas Geórgia do Sul pesam entre 8,2 e 11,9 kg, enquanto que as fêmeas, mais leves, pesam entre 6,4 e 8,7 kg. Este animal partilha com o Marabu e o condor-dos-andes a distinção de possuir a maior envergadura de asas das aves terrestres, variando de 2,90 a 3,50 metros. O albatroz-errante nidifica em colônias dispersas com posturas que ocorrem entre dezembro e fevereiro e que resultam num único ovo. A incubação, partilhada por ambos os pais, dura cerca de 11 semanas e o filhote resultante leva 40 semanas para deixar o ninho (entre novembro e fevereiro). O período reprodutivo é longo (55 semanas) e bi-anual. Os albatrozes-errantes têm uma esperança de vida elevada e é provável que alguns indivíduos ultrapassem os 50 anos de idade. Consequentemente, os machos e fêmeas começam a se reproduzir relativamente tarde, com cerca de 11 anos.
Esta ave forrageia no talude ou fora da plataforma continental, daí seu nome de errante, onde captura presas principalmente na superfície, dada a limitada capacidade de submergir. Alimentam-se principalmente de lulas (35% da massa consumida pelos filhotes) e peixes (45%) mas também podem consumir carniça (como mamíferos marinhos mortos), tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora ocorra algum forrageamento durante as noites.
A população mundial atual é estimada em cerca de 8.500 casais, o que corresponde a um total aproximado de 28.000 indivíduos maduros, sendo então a espécie considerada como Globalmente Vulnerável (VU, critérios A1b,d; A2b,d) pela IUCN e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).


Albatroz-das-Antírodas

O albatroz-das-antípodas (Diomedea antipodensis) é uma ave marinha de grande porte, da família dos albatrozes. Pertencendo ao gênero Diomedea, dos grandes albatrozes, só foi considerada como subespécie do albatroz-errante em 1992 e reconhecida como espécie própria, por algumas autoridades, em 1998. Enquanto que alguns cientistas continuam a não considerá-la como espécie à parte, classificando a ave como Diomedea exulans, um estudo de DNA mitocondrial de 2004 e demicrosatélites do complexo críptico de espécies do albatroz-errante veio apoiar a separação. O albatroz-das-antípodas é mais pequeno que o albatroz-errante e, enquanto cria, tem plumagem predominantemente castanha, sendo, de resto, difícil de distinguir.
Nidificam nos grupos insulares exteriores da Nova Zelândia. Existem duas subespécies, Diomedea antipodensis antipodensis, que nidifica nas Ilhas Antípodas e na Ilha de Campbell e Diomedea antipodensis gibsoni, que nidifica nas Ilhas Auckland. D. a. gibsoni foi considerada como espécie separada a partir de 1998, mas estudos de 2004 não confirmaram a separação. No mar, os albatrozes-das-antípodas distribuem-se do Pacífico Sul e Austrália, passando pelo Chile. Alimentam-se principalmente de lulas e, em menores quantidades, peixe (ao contrário do que acontece com outras espécies de albatroz, não há registro de que consumam crustáceos). Há registo de aves desta espécie junto dos locais de desova dos chocos junto à Nova Gales do Sul.


Albatroz-de-Amsterdam

O albatroz-de-amsterdam (Diomedea amsterdamensis) é um albatroz que se reproduz apenas no Plateau des Tourbières na Ilha de Amsterdam (Terras Austrais e Antárticas Francesas) no Oceano Índico meridional. Só foi descrito em 1983, tendo alguns autores pensado que seria uma subespécie do albatroz-errante. O albatroz-de-amsterdam é um dos grandes albatrozes que, enquanto cria (filhote),tem plumagem castanha em vez do branco usual.
Os albatrozes-de-amsterdam procriam em solos pantanosos. Tanto o macho como a fêmea incubam o ovo por turnos que chegam a durar uma semana, eclodindo os ovos com 80 dias. A cria é protegida pelos pais durante um mês, demorando, contudo, cerca de 230 até que a ave esteja pronta para voar. É alimentada pelos pais de três em três dias, de início, diminuindo a frequência de refeições à medida que se aproxima a altura da cria levantar voo pela primeira vez. No desenvolvimento da cria, há uma altura em que o seu peso supera o dos progenitores, perdendo-o logo a seguir, ao formar a plumagem adulta. Depois de voar pela primeira vez, a jovem ave permanecerá no mar cerca de 5 anos antes de voltar à colónia, levando, contudo, mais alguns anos até começar a acasalar. A linguagem de acasalamento dos albatrozes-de-amsterdam é semelhante à do albatroz-errante.
Devido à sua raridade, os aspectos ecológicos relacionados com a sua alimentação e distribuição não está devidamente esclarecida. Sabe-se que quando rendem o turno durante o estágio da incubação, estas aves chegam de um percurso que pode chegar aos 2 400 km por uma vasta área do Oceano Índico.
A ilha em que este albatroz nidifica tem sofrido um declínio significativo nas condições do seu habitat devido à introdução de gatos de rua. A ave está listada na Lista Vermelha da IUCN como estando em estado crítico. Julga-se que a pesca com palangretambém tenha contribuído para o declínio da sua população. Aquando da descoberta da espécie, existiam apenas 5 pares em acasalamento. Com a aplicação de medidas conservacionistas, o número subiu para 13 pares, estimando-se que actualmente existam cerca de 80 espécimes ao todo.


Albatroz-de-Tristão

O albatroz-de-tristão ou albatroz-de-gough é uma ave procelariforme pertencente à família Diomedeidae (albatrozes).
Por relação ao albatroz-errante, esta ave diferencia-se pelas menores medidas de asa, tarso e do bico e pela ausência de estágios de plumagem tão claros. O cúlmen apresenta variação entre 144 a 158 mm nos machos e de 138 a 150 mm nas fêmeas. O albatroz-de-tristão mantém uma faixa peitoral colorida, mesmo quando as costas da ave já adquiriram cor branca e os juvenis deixam o ninho com uma plumagem mais clara e acinzentada. A idade reprodutiva se inicia geralmente entre 8 e 9 anos de idade, sendo que alguns chegam a nidificar com 6 anos. As fêmeas mantêm-se reprodutivamente activas a vida toda, que pode chegar aos 22 anos. Estes albatrozes alimentam-se em mar alto, principalmente de lulas do género Histiotheutidae.
Apesar de possuir o nome de albatroz-de-tristão, essas aves estão extintas na ilha de Tristão da Cunha desde o início do século XX em virtude da exploração de ovos e filhotes para a alimentação dos habitantes locais. Em um censo feito na Ilha de Gough em 1999-2000 foram encontrados 1.129 filhotes, o que equivale a 1.500 casais de pais e sugere uma população global de 9.000 indivíduos. Esta espécie é considerada estável.


Albatroz-Real-Setentrional

O albatroz-real-setentrional (Diomedea sanfordi) é uma ave procelariforme pertencente à família Diomedeidae (albatrozes).
Os adultos distinguem-se do albatroz-real-meridional e do albatroz-errante por apresentarem a combinação única de dorso branco com a face superior das asas totalmente negras. Os juvenis deixam o ninho com plumagem muito similar à dos adultos mas a diferença reside num número variável de penas escuras no dorso que produzem um efeito manchado e algumas penas escuras no alto da cabeça. O albatroz-real-setentrional apresenta as narinas bulbosas e a borda da maxila negra tal como o albatroz-real-meridional.
A época de reprodução começa com a chegada destas aves às colônias de reprodução em setembro. As posturas ocorrem entre o final de outubro e meados de novembro e são seguidas pela incubação de um ovo que dura em média 79 dias. O juvenil deixa o ninho após cerca de 32 a 38 semanas. A reprodução dos albatrozes-real-meridional começa entre os 6 e 11 anos de idade. Estas aves podem viver até aos 61 anos. A espécie nidifica apenas em três ilhotas do grupo das Ilhas Chatam(Motuhara, Big Sister e Little Sister) e em Taiaroa Head na Nova Zelândia. Após o período de reprodução, as aves voam para leste até a costa do Chile e Peru, sendo observadas sobre a plataforma continental, onde se alimentam e realizam a muda. Daquele lugar as aves contornam o Cabo Horn e são encontradas sobre a plataforma continental da Argentina (incluindo as Malvinas) e sul do Brasil, que parecem ser importantes áreas de alimentação. As aves migram através do Atlântico passando pela costa sul-africana e dali pelo oceano austral, retornando às áreas de nidificação.
A dieta destas aves varia de população para população mas é essencialmente constituída por cefalópodes e peixes.




Albatroz-Real-Meridional

O albatroz-real-meridional (Diomedea epomophora) é uma ave procelariforme pertencente à família Diomedeidae (albatrozes).
Comparado com o albatroz-errante e o albatroz-de-tristão, o albatroz-real-meridional apresenta bico mais largo e robusto, as narinas bulbosas e a borda da maxila negra, sendo semelhante ao albatroz-real-setentrional. Os juvenis deixam o ninho com plumagem similar à dos adultos, com a diferença na face superior das asas que é negra e em um número variável de penas escuras no dorso, aparentando um efeito de manchas finas. Com o passar do tempo, a face superior das asas começa a tornar-se branca, a partir de sua borda anterior, até tornar-se quase totalmente branca em espécimes de elevada idade. A envergadura máxima da espécie é de cerca de 3 m. Os machos são maiores, pesando entre 8,1 e 9,4 kg, enquanto as fêmeas oscilam entre 6,5 e 9,0 kg de peso.
As primeiras posturas, realizadas a cada dois anos, são feitas entre novembro e dezembro e os ovos eclodem entre fevereiro e março. Os juvenis deixam os ninhos após oito meses, entre outubro e novembro. A espécie nidifica apenas nas ilhasneozelandesas Auckland e Campbell, que é usada por mais de 90% da população mundial. Após a reprodução, as aves voam para leste até à costa do Chile e Peru, sendo observados sobre a plataforma continental, onde se alimentam de cefalópodes. Dali as aves contornam o Cabo Horn e são encontradas sobre a plataforma continental da Argentina (incluindo as ilhas Malvinas) e sul do Brasil, onde permanecem antes de migrar através do Atlântico e Pacífico, retornando às áreas de nidificação.
A população de Campbell (99% da população mundial) é estimada em 8.200-8.600 pares reprodutivos, mas a espécie é considerada globalmente vulnerável e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).


Albatroz-das-Galápagos

O albatroz-das-galápagos (Phoebastria irrorata, ou Diomedea irrorata) é o único membro da família dos albatrozes (Diomedeidae) cuja área de distribuição se localiza nos trópicos. Esta espécie nidifica exclusivamente na Ilha de Española do Arquipélago das Galápagos. Alimentam-se de peixes e crustáceos que capturam ao largo das costas do Equador e do Peru.
Em 1943, Gregory Macalister Mathews e Edward Hallstrom, numa das várias classificações taxonómicas desta família incluíram-nos num gênero monotípico, Julieata, em que a espécie, a única deste gênero biológico caído em desuso, seria designada deJulietata irrorata. Em 1949, depois de Mathews ter rejeitado a sua própria proposta de classificação, Hans von Boetticher incluiu esta espécie no gênero, também monotípico Galapagornis, também caído em desuso. O International Ornithological Congress classifica-o no gênero Phoebastria, enquanto a taxonomia de Sibley-Ahlquist classifica a espécie no género Diomedea, junto dos restantes albatrozes.



Albatroz-de-Cauda-Curta

O albatroz-de-cauda-curta ou Albatroz-de-steller (Phoebastria albatrus) é uma ave marinha do Pacífico Norte. Ainda que esteja relacionada com outros albatrozes do Pacífico Norte, do mesmo gênero a que pertence, exibe alguns comportamentos e características morfológicas que os aproximam dos albatrozes do Oceano Antártico. Foi descrito pelo naturalista alemão Peter Simon Pallas a partir de revestimentos recolhidos por Georg Wilhelm Steller (de onde deriva um dos seus nomes vulgares). Tendo sido uma espécie populosa, foi levado quase à extinção devido ao comércio de penas, mas devido às acções levadas a cabo para a sua conservação, tem acusado um certo aumento no número de espécimes.
É uma ave de grande porte, com uma envergadura de asa de 2,37 m, 90 cm de comprimento e 4,3 kg de peso. Pode distinguir-se das outras duas espécies de albatroz que com ele compartilham a mesma distribuição geográfica, o albatroz-de-laysan e o albatroz-patinegro, pelo seu tamanho maior e pelo seu bico cor-de-rosa (com uma extremidade azulada), bem como através de detalhes da sua plumagem. Ao contrário do que o seu nome vulgar indica, a sua cauda não é menor que a do albatroz-de-laysan e do albatroz-patinegro, e é, de fato, maior que a cauda do outro membro do seu gênero, o albatroz-das-galápagos. A sua plumagem adulta é principalmente branca, com asas negras e cabeça amarelada. As aves jovens têm plumagem acastanhada.
Os albatrozes-de-cauda-curta nidificam em duas ilhas do Japão: Torishima e Minami-kojima. Nas suas viagens em busca de alimento pelo mar passam pelo Pacífico Norte, particularmente no Mar de Bering, onde é possível encontrar o maior número de espécimes hoje em dia, mas chegam a encontrar-se tão a ocidente quanto as costas da Califórnia. Em termos históricos, Torishima foi a mais importante das colônias deste animal, ainda que já tenham nidificado em ilhas do Norte de Taiwan, ou mesmo nas Ilhas Bonin. Recuando no tempo, os fósseis dos albatrozes do Pleistoceno Médio nas Bermudas e Carolina do Norte são considerados antepassados próximos desta espécie.


Albatroz-Patinegro

O albatroz-patinegro, albatroz-de-pés-negros ou albatroz-escuro-do-norte (Phoebastria nigripes, ou Diomedea nigripes) é uma grande ave marinha do Pacífico Norte. É uma das três espécies que vivem no hemisfério norte, e nidifica em ilhas tropicais isoladas. Em 1949, Hans von Boetticher incluiu esta espécie no gênero monotípico Penthirenia, caído em desuso.
O albatroz-patinegro é uma das espécies de menor porte de entre os albatrozes, ainda que continue a ser uma ave de tamanho grande se comparada com outras aves marinhas. A sua plumagem é, na maior parte, escura. 10% dos espécimes apresentam penas brancas na base da cauda, e todos os adultos têm marcas brancas em volta da base do bico e abaixo dos olhos. O bico e as patas são também totalmente escuros. Medem, em média, 81 cm de comprimento, 3,3 kg de peso (7.4 lbs) e uma envergadura de 2,1 m.


Albatroz-de-Laysan

O albatroz-de-laysan, Phoebastria immutabilis, é uma ave marinha de grande porte que se distribui pelo Pacífico Norte. Pequeno, se comparado com outras aves da sua família, é a segunda espécie de ave marinha mais comum nas Ilhas Havaianas, com uma população estimada de 2,5 milhões de aves, estando a expandir ou, provavelmente, a reexpandir-se em novas ilhas. Deve o seu nome a Laysan, uma das suas colónias nas Ilhas Havaianas Noroeste. Em 1949, Hans von Boetticher incluiu esta espécie no género monotípico Laysanornis, caído em desuso.



Albatroz-de-Sobrancelha

O albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris, também referido como Thalassarche melanophrys) é uma ave da família Diomedeidae (albatrozes) que habita as Ilhas Falkland e a Geórgia do Sul.
Estas aves distinguem-se dos restantes albatrozes pelas asas negras contrastantes com plumagem branca, e pelo bico laranja com a ponta avermelhada. Na zona da face apresentam também uma faixa ocular escura, que dá origem ao seu nome. Os juvenis deixam o ninho com uma faixa peitoral marron e o bico negro, adquirindo apenas mais a plumagem de adulto. Os albatrozes-de-sobrancelha têm uma envergadura máxima de aproximadamente 2,5 m e pesam entre 3,35 e 4,66 kg (machos) e 2,9 e 3,8 kg (fêmeas). A sua alimentação pode ser baseada em cefalópodes (população das Falkland) ou em krill (população da Geórgia do Sul, mais próxima da Antártida). Este albatroz tem uma razoável capacidade de mergulho e pode capturar presas até 5 m de profundidade.
A época de reprodução começa com a chegada das aves às colônias das Ilhas Falkland no final de agosto ou início de setembro, realizando as posturas em outubro. Na Geórgia do Sul o início ocorre somente três semanas depois. A incubação do ovoleva cerca de 68 dias, e os juvenis deixam o ninho após 116-125 dias sob o cuidado dos pais. Os albatrozes-de-sobrancelha atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 13 anos. Nos meses fora da época de reprodução, os albatrozes-de-sobrancelha deslocam-se na maioria para o sul da África, sendo encontradas na região da Corrente de Benguela e Cabo da Boa Esperança.
Apesar de ser o mais vulgar e disseminado dos albatrozes, a sua espécie foi inicialmente considerada Quase Ameaçada (NT) pela IUCN mas o declínio nas Ilhas Falkland e os observados em outras populações justificaram a mudança de seu status para Em Perigo a partir de 2003.


Albatroz-de-Bico-Amarelo-do-Atlântico

O albatroz-de-bico-amarelo-do-atlântico ou albatroz-de-bico-pintado (Thalassarche chlororhynchos) é uma ave da família Diomedeidae (albatrozes) que nidifica nas ilhas Tristão da Cunha e Gough.
A espécie tem como característica distintiva uma faixa amarela ao longo da maxila que termina numa forma arredondada. A sua envergadura varia entre 1,98 e 2,07 m, sendo os machos maiores que as fêmeas. A época de postura varia entre Setembro e Outubro, consoante a ilha.


Albatroz-de-Cabeça-Cinza

O albatroz-de-cabeça-cinza (Thalassarche chrysostoma) é uma ave procelariforme da família Diomedeidae. A espécie nidifica preferencialmente na ilhas Geórgia do Sul e adjacentes.
Os adultos apresentam uma cabeça cinza-ardósia característica da espécie e bico com faixas amarelas. A sua envergadura mede entre 2,1 e 2,4 m, sendo os machos maiores que as fêmeas.
A época de reprodução inicia-se a meio de setembro, sendo as posturas efetuadas em outubro. Os juvenis eclodem em dezembro e janeiro. A maturidade sexual é atingida entre os 10 e os 14 anos.
A alimentação da espécie faz-se à base de cefalópodes, principalmente lulas da espécie Martialia hyadesi, peixes e krill. Estas aves pescam em mergulhos que podem atingir 5 m de profundidade. Há indícios de que essas aves também se alimentem à noite.


Albatroz-Arisco

O albatroz-arisco, Thalassarche cauta, é um albatroz que nidifica nas ilhas sub-antárticas da Austrália e na Nova Zelândia.


Albatroz-de-Campbell

O albatroz-de-campbell (Thalassarche impavida) é um abatroz de tamanho médio. Procria apenas na Ilha Campbell e no ilhéu associado de Jeanette Marie, um pequeno complexo insular da Nova Zelândia no sul do Oceano Pacífico. É por vezes considerado como subespécie do albatroz-de-sobrancelha. De fato, foi considerado como pertencendo à espécie Diomedea melanophris (Sibley e Monroe 1990, 1993) que, posteriormente, foi dividida em duas espécies, agrupadas no géneroThalassarche, de acordo com Robertson e Nunn, em 1998 e Brooke, em 2004.


Albatroz-de-Chatham

O albatroz-das-chatham (Thalassarche eremita) é um albatroz de tamanho médio e plumagem branca e negra que apenas procria em The Pyramid (a pirâmide), um grande rochedo nas Ilhas Chatham, na Nova Zelândia. É por vezes considerada como subespécie do albatroz-arisco, T. cauta.
O ilhéu onde esta ave se reproduz tem sofrido um declínio significativo nas suas condições de habitat, pelo que a espécie tem sido listada na Lista Vermelha da IUCN como estando em perigo crítico. Estima-se a sua população em 11 000 aves.


Albatroz-de-Salvin

O albatroz-de-salvin, Thalassarche salvini, é uma ave marinha, da família dos albatrozes, de grande porte, que habita no Oceano Antártico. Tem porte médio, se comparada com as outras aves do seu gênero. É considerada, por alguns autores, como subespécie do Albatroz-arisco. Contudo, análises a nível molecular demonstram que o albatroz-de-salvin é mais aparentado ao Albatroz-das-chatham (também considerado como sendo uma subespécie do albatroz-arisco), formando um taxon irmão, e menos aparentados do que parece ao albatroz-arisco. Actualmente são consideradas como três espécies distintas. O nome vulgar e científico da espécie foi dado em honra do ornitólogo Osbert Salvin, por Lord Lionel Walter Rothschild.
O albatroz-de-salvin tem cabeça e costas cinzentas, e parte posterior e inferior branca. O seu bico é cinzento pálido com arestas e extremidade amarelas.Pode distinguir-se do albatroz-de-chatam pelo seu tamanho maior e bico cinzento, e distingue-se do albatroz-arisco pela sua cabeça mais acinzentada. Tais diferenças são pouco distinguíveis no mar aberto.
O albatroz-de-salvim procria em colônias de três arquipélagos com características muito distintas no Oceano Antártico: as Ilhas Crozet no Oceano Índico e nas Ilhas Bounty e The Snares a sul da Nova Zelândia. Procede à postura de um único ovo em Setembro, que é incubado pelos dois progenitores até inícios de Novembro. Aas crias começam a voar com 4 meses. No mar, distribuem-se desde o Sul de África, passando pela Austrália até tão a ocidente como as costas da América do Sul. A sua população mundial é estimada actualmente em 65.000 aves, o que sugere um declínio desde os primeiros estudos efectuados a respeito desta ave (ainda que diferenças a nível das metodologias utilizadas tornem difícil qualquer comparação directa).


Petrel-de-Kermadec

O Petrel-de-kermadec (Pterodroma neglecta) é uma espécie de ave marinha da família Procellariidae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Austrália, Chile, Japão, México, Micronésia, Nova Zelândia, Ilha Norfolk, Pitcairn e nos Estados Unidos.
Os seus habitats naturais são: mar aberto.


Petrel-Gigante

Petrel-gigante é o nome comum dado às aves procelariídeas do género Macronectes. As duas espécies habitam os mares do Hemisfério Sul, mas, como o nome indica, o petrel-gigante-do-norte nidifica em menores latitudes.
Os petréis-gigantes possuem envergadura de aproximadamente 2,10m. Seu corpo tem cerca de 90cm. Geralmente são de cor marrom, com a cabeça um pouco mais clara (mas alguns são brancos com manchas pretas no corpo), com filhotes brancos. Alimentam-se de qualquer animal recentemente morto ou já em decomposição, mas também caçam, especialmente pingüins.




Petrel-de-Beck

Os petréis-de-beck (Pseudobulweria becki ou Pterodroma becki) constituem uma espécie de petréis recentemente redescoberta na Papua-Nova Guiné.
Anteriormente eram classificados no gênero Pseudobulweria, do qual todas as espécies foram integradas no gênero Pterodroma.
Os petréis são pequenos, com plumagem de cor marrom-escuro no dorso, na cabeça e na garganta. As asas também são escuras por baixo, com uma faixa branca; a barriga e o peito são brancos.
As aves Pterodroma têm hábitos noturnos e não constroem ninhos. Cada postura, de um ovo apenas, é feita no chão, provavelmente nas ilhotas montanhosas da Melanésia.
O nome da espécie é uma homenagem ao ornitólogo estadunidense Rollo Beck.


Gaviiformes



Mobelhas

Mobelha-Pequena

A Mobelha-pequena (Gavia stellata) é uma ave da família Gaviidae. É a mais pequena das mobelhas europeias.
É uma espécie holárctica. Como nidificante, distribui-se pela Escandinávia, pela Ásia, pela Islândia, pela Gronelândia e pela América do Norte.
No Inverno, a Mobelha-pequena migra para as zonas costeiras das latitudes temperadas, ocorrendo então na Europa Central e ocidental. (Ivory, 1999)



Mobelha-Árctica

A mobelha-árctica (Gavia arctica) é uma ave da família Gaviidae. É um pouco menor que a mobelha-grande. É também conhecida como camilonga, galeirão-da-cal, galgueirão, galgueirão-da-cal, galo-de-cal ou mobelha-de-garganta-preta.
Nidifica na Escandinávia, na Sibéria e na América do Norte. No caso da Europa inverna nas costas da Europa Central e das Ilhas Britânicas. É muito rara na Península Ibérica.



Mobelha-do-Pacífico

A mobelha-do-pacífico (Gavia pacifica) é uma ave da família das Gaviidae. Muito próxima da mobelha-árctica, foi durante muito tempo considerado como pertencente à mesma espécie.
Ainda que o macho seja ligeiramente maior que a fêmea, não existe praticamente dimorfismo sexual nesta espécie.


Mobelha-Grande

A mobelha-grande (Gavia immer) é uma ave ciconiforme da família Gaviidae. Possui 90 cm de comprimento e pode mergulhar até 81 m de profundidade nas águas de lagos e rios. Com as suas patas implantadas bem atrás no corpo, abre caminho quando mergulha, mas é-lhe difícil andar em terra seca. Por vezes, emite um som, um chamamento ruidoso e lamentoso ou geme e ri loucamente, estranhos ruídos esses que com freqüência se ouvem de noite.
Esta ave está presente nas moedas de dólar canadense.



Mobelha-de-Bico-Amarelo

A mobelha-de-bico-amarelo (Gavia adamsii) é uma ave da família Gaviidae. É a maior entre todas as outras mobelhas. Nidifica no ártico, na Rússia, Alasca e Canadá, e inverna no mar, principalmente nas costas da Noruega e no oeste do Canadá.


Podicipediformes



Mergulhões

Mergulhão-de-Pescoço-Preto

O mergulhão-de-pescoço-preto ou cagarraz (Podiceps nigricollis) é um dos cinco mergulhões que ocorrem na Europa.
Em Portugal ocorre principalmente no Inverno. O estuário do Sado é o local mais importante para a invernada desta espécie. A sua nidificação em Portugal foi confirmada recentemente no Alentejo, mas deve ser considerada expecional. Existem diversas observações esporádicas durante a época de reprodução, tanto no Alentejo como no Algarve.


Mergulhão-de-Crista

O mergulhão-de-crista ou mergulhão-de-poupa (Podiceps cristatus) é um dos mais conhecidos membros da família Podicipedidae, aves das regiões húmidas européias muito freqüentes nas lagunas e maristas da Península Ibérica.




Mergulhão-de-Pescoço-Castanho

O mergulhão-de-pescoço-castanho ou mergulhão-de-penachos (Podiceps auritus) é uma ave da família Podicipedidae. É praticamente do mesmo tamanho que o mergulhão-de-pescoço-preto, com o qual pode confundir-se facilmente quando em plumagem de Inverno. Distingue-se sobretudo pelas faces mais brancas e pelo perfil da cabeça.
Este mergulhão nidifica no norte da Europa e inverna nas costas das latitudes temperadas, sendo muito raro em Portugal.


Mergulhão-Caçador

O mergulhão-caçador (Podilymbus podiceps) é uma ave da família dos mergulhões. Após a extinção do mergulhão-de-atitlan tornou-se o único representante vivo do género Podilymbus. O mergulhão-caçador é conhecido também como péca-parra. Vive, de modo geral, nas regiões setentrionais, nos açudes, lagoas e lagos. Mergulha freqüentemente, por largo espaço de tempo.
Nidifica entre a vegetação aquática, ficando o ninho quase em contato com a água. A sua alimentação consiste de crustáceos, insetos aquáticos e pequenos peixes. Dificilmente se aproxima das pessoas à beira dos lagos.
Esta espécie distribui-se pela América do Norte, sendo muito rara na Europa.



Mergulhão-Pequeno

O mergulhão-pequeno (Tachybaptus dominicus) é uma ave aquática da família dos Podicipedidae, dentro da ordem Podicipediformes.
Ocorre do sudoeste dos Estados Unidos e México ao Chile e Argentina, sendo também encontrado em Trinidad e Tobago, Bahamas e Grandes Antilhas.


Mergulhão-Pequeno

O mergulhão-pequeno (Tachybaptus ruficollis ou Podiceps ruficollis) é uma ave aquática da família dos Podicipedidae, dentro da ordem Podicipediformes. O mesmo nome comum é dado à espécie Tachybaptus dominicus, mais pequena e que ocorre apenas nas Américas.
Se trata de uma ave de tamanho pequeno, de bico curto e plumagem escura. Seus sons são muito agudos e fortes, especialmente os sons no verão. Ele se encontra por toda a costa, no alto-mar. O mergulhão-pequeno gosta de pôr seus ovos em ervas húmidas, podendo pôr até 4 a 6 ovos em uma ninhada, de abril a junho. Se alimenta de pequenos peixes. Ele se distribui em toda a Europa, menos no norte, no verão. No outono se dispersa às zonas do oeste europeu.


Mergulhão-de-Orelha-Branca

Rollandia rolland, conhecido popularmente como mergulhão-de-orelha-branca ou mergulhão-de-cara-branca, é uma ave da família Podicipedidae.
O mergulhão-de-orelha-branca possui aproximadamente 30cm de comprimento. Apresenta plumagem do dorso, pescoço e alto da cabeça negras, com um inconfundível desenho branco nos lados da cabeça. A íris é vermelha.
Seu habitat natural são lagos de água doce, desde o nível do mar até cerca de 4500m de altitude. Encontrada no Peru, Bolívia, Paraguai, Chile, Argentina, Ilhas Malvinas e Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul. No Brasil, está presente no extremo sul (do Pantanal do Mato Grosso ao Rio Grande do Sul).

Ficheiro:Rollandia rolland -Falklands-8.jpg

Mergulhão-de-Orelha-Amarela

Podiceps occipitalis, conhecido popularmente como mergulhão-de-orelha-amarela, é uma ave, da família Podicipedidae.
É encontrado na Argentina, Chile, Ilhas Malvinas e Paraguai, bem como na região andina da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru. É ave migrante no sudoeste do Brasil. Habita lagos de águas frescas.
Alimentam-se principalmente de insetos, larva de insetos e pequenos moluscos.

Ficheiro:Silvery Grebe (Podiceps occipitalis) swimming.jpg


Pardelão-Prateado

O Fulmarus glacialoides (populamente conhecido como Pardelão-prateado), é uma ave marinha do hemisfério sul. Esta espécie habita ao redor da Antártida, Atlântico Sul e Sul do Oceano Índico, e varia no mar no sul da Austrália, Nova Zelândia,América do Sul central e África do sul. A também espécies relatadas a partir da "boca do Rio Columbia, no Oregon" são considerados como falso pardelão-prateado. Outras aves do seu gênero se assemelham muito ao pardelão-prateado, o Fulmar-glacial
É um bem grande petrel, volumosa, de 45 a 50 cm de comprimento com uma envergadura de 110 a 120 cm . O macho tem um peso médio de 7,95 kg, Enquanto a fêmea pesa cerca de 7,4 kg. A fêmea pode aumentar seu peso para 9,32 a 10,5 kg no início da mudança de incubação dos ovos. O macho tem um comprimento de asa de 34 cm, comprimento do bico de 44,6 mm, comprimento do tarso de 52,1 mm e comprimento da cauda de 12,4 centímetros. A fêmea tem um comprimento de asa de 33,9 cm, comprimento do bico de 43 mm, comprimento do tarso de 51,5 mm (2,03 in) e comprimento da cauda de 12,1 centímetros (4,8 in).
Esse pássaro voa muitas vezes, olhando para baixo para verificar a água. As asas são bastante amplas e arredondadas e são duras. A plumagem é principalmente pálida cinza-prateado em cima e branco em baixo. A cabeça é branca com uma coroa cinza pálida. As pontas das asas são pretas com uma grande mancha branca e as asas têm uma borda escura traseira. As pernas e os pés são de um azul pálido. Aves jovens de até um ano de idade do primeiro ano tem um projecto mais delgados do que os adultos.
É geralmente silenciosa, mas emite sons altos, chama cacarejando que são emitidas do ninho ou em bandos de alimentação.


Pardela-Cinza

A Pardela-cinza (Procellaria cinerea) é uma espécie de ave marinha da família Procellariidae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Antarctica, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Ilhas Malvinas, Terras Austrais e Antárticas Francesas, Moçambique, Namíbia, Nova Zelândia, Peru, Santa Helena, África do Sul, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul e Uruguai.
Os seus habitats naturais são: matagal subantártico e mar aberto.


Pardela-Preta

A pardela-preta (Puffinus griseus) é uma ave marinha pertencente à família Procellariidae. Tem a plumagem quase totalmente escura, apresentando apenas algumas manchas mais claras na parte inferior das asas.
Esta pardela nidifica em ilhas nos mares do sul e ocorre no hemisfério norte como visitante não nidificante. Sendo uma ave de hábitos marcadamente pelágicos, freqüenta principalmente o alto mar, sendo pouco freqüente junto à costa.

Ficheiro:Sooty shearwater kaikoura.jpg


Pardela-de-Óculos

A pardela-de-óculos (Procellaria conspicillata) é uma ave procelariforme que se reproduz apenas na Ilha Inacessível no arquipélago de Tristão da Cunha. Era classificada como criticamente em perigo pela IUCN,mas em 2007 teve seu status atualizado para vulnerável.


Pardela-de-Bico-Preto

A pardela-de-bico-preto ou pardela-de-barrete (Puffinus gravis) é uma ave marinha pertencente à família Procellariidae. Tem a plumagem castanha e branca, com um característico barrete preto e o bico preto.
Esta ave nidifica em ilhas nos hemisfério sul. Ocorre no Atlântico norte como visitante não nidificante, principalmente no final do Verão e no início do Outono, mas é pouco freqüente junto à costa.

Ficheiro:Puffinus gravisPCCA20070623-3641B.jpg

Pardela-Pequena

A pardela-pequena (Puffinus assimilis) é uma ave marinha pertencente à família Procellariidae. É um pouco menor que as outras espécies do seu gênero e distingue-se sobretudo pelas faces brancas e pelo vôo mais rápido.
Esta pardela nidifica nas ilhas da Macaronésia e também em diversas outras ilhas do Atlântico sul. Ocasionalmente aparece em águas da ZEE de Portugal Continental, mas só muito raramente se aproxima do continente.






Fulmar-Glacial

O fulmar-glacial ou pombalete (Fulmarus glacialis) é uma ave marítima pertencente à família Procellariidae.
É uma ave corpulenta e robusta, que plana e voa à tona de água com as asas estiradas num vôo semelhante ao das pardelas, no entanto com batimento de asas mais frequente. O fulmar-glacial possui cabeça, pescoço e corpo brancos; asas, dorso e cauda cinzentos. O seu bico é amarelo e curto e as suas narinas tubulares. O seu pescoço grosso "de touro" é muito diferente de qualquer espécie semelhante. Estas aves reúnem-se frequentemente em grande número em redor dos arrastões.
O fulmar-glacial nidifica ao longo das costas da Islândia, Grã-Bretanha e Irlanda e em alguns locais da França e Noruega. No Inverno, distribui-se por todo o Atlântico e Mar do Norte. Esta espécie de ave confunde-se facilmente com as gaivotas, em especial quando pousada nos rochedos.



Freira-da-Madeira

A freira-da-madeira (Pterodroma madeira) é uma ave da família Procellariidae.
As asas e o dorso são de tonalidade escura, quase preta. O ventre é esbranquiçado. A cauda é de cor cinzenta.
É uma ave endêmica da ilha da Madeira. Esta ave está classificada como criticamente ameaçada e até ao início dos anos 70 era considerada extinta.
A sua população reprodutora é estimada em 80 casais. Habitam o maciço montanhoso central da ilha da Madeira.
Este taxon é considerado, por alguns autores, como sendo uma subespécie de Pterodroma mollis (sensu lato), contudo estudos mais recentes de ADN demonstram ser uma espécie.


Freira-do-Bugio

A freira-do-bugio apresenta plumagem cinzento-escura na parte superior do corpo e interior das asas, sendo o resto do corpo branco. Na cabeça esta ave tem uma superfície branca entre o bico, que é preto e robusto, e os olhos. O resto da cabeça é escuro, com o topo cinzento-escuro. Normalmente voa a alta velocidade em formações em "V" a grande altitude (10/40 m) sobre o mar, raramente batendo as asas. Não há diferença entre machos e fêmeas. É facilmente confundida com a freira-da-madeira devido às características semelhantes, embora a freira-do bugio seja ligeiramente maior e com um bico muito mais possante. Socialmente é uma ave solitária, ou integrada em pequenos bandos. Mede entre 35 a 37 cm, e tem uma envergadura de asas de 92 a 95 cm.



Alma-Negra

A alma-negra (B. bulwerii) é uma ave marinha da família Procellariidae. Caracteriza-se pela plumagem escura, com cauda e asas longas.
Esta espécie nidifica nos arquipélagos dos Açores, da Madeira, das Canárias e de Cabo Verde. Ocasionalmente aproxima-se de Portugal Continental, ocorrendo na ZEE.
A espécie é monotípica (não são reconhecidas subespécies)


Bobo-Grande

O bobo-grande, cagarra-do-atlântico, pardela-de-bico-amarelo, cagarra-de-cory ou cagarro (Calonectris diomedea) é uma ave procelariiforme migratória da família dos procelariídeos encontrada comumente no mar Mediterrâneo e no oceano Atlântico. Tais aves chegam a medir até 49 cm de comprimento, possuindo as partes superiores fuliginosas, as inferiores brancas, o bico amarelado e tarsos rosados.


Bobo-Pequeno

O bobo-pequeno ou estapagado ou pardela-sombria (Puffinus puffinus) é uma ave ciconiforme (anteriormente procelariiforme), européia da família dos procelariídeos. Tais aves chegam a medir até 35 cm de comprimento, possuindo bico fino e escuro, partes superiores de cor negra uniforme. São conhecidas pelos nomes de bobo-pequeno (Brasil), boeiro, boieiro (Madeira), corva, estapagado (Madeira e Açores), estrapagado, estrapagarro (Madeira), feiticeiro, feiticeiro-do-mar, frulho (Açores), fura-bucho, papagarro, pardela-sombria, patagarro (Madeira) e vira-bucho.



Bobo-de-Cauda-Curta

O bobo-de-cauda-curta (Puffinus tenuirostris) é uma espécie de ave, a mais abundante em águas australianas. É uma das poucas espécies de aves nativas da Austrália que são capturadas para uso comercial.
É uma espécie migratória que se reproduz essencialmente em pequenas ilhas do Estreito de Bass e na Tasmânia, e que migra para o Hemisfério norte, para o Verão boreal.
Parece ser uma espécie próxima de Puffinus griseus e Puffinus gravis, ambas de bico preto e cauda arredondada, ma as suas relações precisas ainda são algo obscuras (Austin, 1996; Austin et al., 2004). Estas espécies são de dimensões relativamente elevadas e poderão mesmo pertencer a um gênero distinto, Ardenna (Penhallurick & Wink, 2004).
Cada um dos progenitores alimenta a cria durante 2 a 3 dias e depois ausenta-se por algumas semanas À procura de comida. Estas viagens à busca de comida podem cobrir distâncias de até 15 mil km. Quando as crias estão aptas a voar podem pesar mais que os próprios progenitores, pesando cerca de 900 g. Na Tasmânia e especialmente nas ilhas do Grupo Furneaux, as crias são recolectadas com vista à obtenção de óleo e de comida.
A cada Inverno austral, estas aves migram para os mares das Ilhas Aleutas e da Península de Kamchatka. No Verão austral, viajam até à costa da Califórnia, antes de atravessarem o Pacífico de volta à Austrália.

Ficheiro:Puffinus tenuirostris 2.jpg

Painho-de-Barriga-Preta

O painho-de-barriga-preta (Fregetta tropica) é uma espécie de ave marinha da família Hydrobatidae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Antárctica, Argentina, Austrália, Bouvet, Brasil, Chile, Ilhas Malvinas, Polinésia Francesa, Madagáscar, Moçambique, Nova Zelândia, Omã, Peru, Santa Helena, São Tomé e Príncipe, Ilhas Salomão, África do Sul, Geórgia do Sul e Ilhas Sandwich do Sul, Uruguai e Vanuatu.


Painho-de-Wilson

O painho-de-wilson (Oceanites oceanicus) é uma ave marinha pertencente à família Hydrobatidae. É pequeno, quase totalmente preto, destacando-se o uropígio branco. Distingue-se dos outros painhos pelas patas amarelas e pelo vôo "dançante".
Distribui-se pelos mares do sul, nidificando principalmente em ilhas a sul do paralelo 50 ºS. Ocorre no hemisfério norte como visitante não nidificante. Está presente ao largo das costas européias de Junho a Setembro.

Ficheiro:Oceanites oceanicusPCCA20070623-3634B.jpg

Painho-de-Ventre-Branco

O painho-de-ventre-branco (Pelagodroma marina) é uma pequena ave marinha pertencente à família Hydrobatidae. Distingue-se dos outros painhos pela plumagem cinzenta nas partes superiores e branca nas faces e nas partes inferiores.
Este painho nidifica nas ilhas Selvagens e no arquipélago de Cabo Verde. A sua ocorrência nas águas da ZEE de Portugal Continental é bastante rara, embora possa passar despercebido devido às suas pequenas dimensões.

Ficheiro:Whitefacedstormpetrel1.jpg

Painho-da-Madeira

O painho-da-madeira (Oceanodroma castro) é uma ave marinha da família Hydrobatidae. Tal como outros painhos, é preto com o uropígio branco. É também conhecido por alma-de-mestre, angelito (Açores), canitobo (São Tomé e Príncipe), jaba-jaba (Cabo Verde), roque-de-castro, roque e roquinho (Arquipélago da Madeira).
Nidifica unicamente em ilhas, situando-se as suas colônias nos arquipélagos das Berlengas, Madeira, Açores, Canárias e Cabo Verde.
Na Madeira podem ser avistadas a muitas milhas da costa, normalmente alimentando-se sobre bancos de pesca, sendo a população composta por mais de 10000 indivíduos e com uma extensa área de ocorrência.


Painho-de-Cauda-Forcada

O painho-de-cauda-forcada (Oceanodroma leucorhoa) é uma pequena ave marinha pertencente à família Hydrobatidae. É um pouco maior que os outros membros da sua família, distinguindo-se pelas asas mais longas e pelo risco preto no uropígio branco. O resto da plumagem é preta.
Nidifica nas ilhas da Escócia, nas ilhas Faroé e em ilhas ao largo da Noruega e da Islândia. Inverna em latitudes tropicais e subtropicais, ocorrendo ao largo da costa portuguesa fora da época de nidificação.

Ficheiro:Lesp1.jpg

Piau

Os piaus são pequenos albatrozes do género Phoebetria. Existem duas espécies, o piau-preto (P. fusca) e o piau-de-costa-clara ou piau-de-costas-claras (P. palpebrata). Há muito que são considerados como gênero distinto dos outros albatrozes, ao longo das várias revisões taxonômicas desta família de aves ao longo de cerca de 150 anos. Eram, tradicionalmente, consideradas como espécies primitivas, partilhando algumas características com a família dos petréis. Contudo, estudos moleculares, em nível do DNA mitocondrial demonstraram que é um grupo taxonômico aparentado ao gênero Thalassarche, distinguindo-se, os dois grupos taxonômicos, dos grandes albatrozes e dos albatrozes do Pacífico Norte (Nunn et al., 1996).
Ambas as aves deste gênero têm uma plumagem preta distintiva sobre a cabeça, asas e ventre. O piau-preto tem toda a parte superior escura, enquanto que o piau-de-costas-claras tem as costas acinzentadas até a cauda. As duas espécies distinguem-se ainda pela estreita linha amarela presente no bico do piau-preto. Apesar das diferenças entre as duas espécies, muito dificilmente se conseguem distinguir no oceano, especialmente quando há pouca luz. Ambas têm um anel ocular branco incompleto, bicos negros e pés cinzentos. São de todos os albatrozes, os de menor dimensão, com uma envergadura de 200 cm, tendo também um corpo relativamente estreito. Únicas entre os albatrozes são, ainda, as suas caudas rígidas, com forma de cunha, cujas características ainda não foram devidamente justificadas, mas que estarão relacionadas com a sua capacidade de mergulho em busca de comida.
Os piaus, tal como muitas outras aves marinhas são aves coloniais, embora sejam uma espécie muito menos gregária que os outros gêneros de albatroz. De fato, em algumas das ilhas onde procedem à sua procriação (como em Tristão da Cunha), os piaus nidificam em grupos muito pequenos ou em agregados dispersos de dois a cinco ninhos. O piau-de-costas-claras chega mesmo a nidificar sozinho. Isto se deve, em parte, à sua tendência para nidificarem em escarpas, ao contrário dos outros albatrozes que preferem terreno plano. Constroem ninhos cônicos onde procedem à postura de um único ovo. Os ovos são incubados durante 70 dias, pelos dois progenitores. O macho toma o primeiro turno após a postura, permanecendo aí 11 dias, após os quais se vão revezando por períodos alternados de 7 dias. Depois da eclosão, a cria é aquecida pelo corpo dos progenitores por 20 dias até ser capaz de se termorregular sozinha. Depois disso, ambos os progenitores tomam a tarefa de alimentá-la, trazendo alimento, em média, a cada três dias. A cria é alimentada por cerca de 160 dias, até estar preparada para levantar vôo pela primeira vez. Os cuidados parentais terminam depois desse acontecimento. Os piaus são capazes de completar um ciclo reprodutivo em menos de um ano, contudo, não acasalam em anos consecutivos, mas em anos alternados. Só cerca de 22% dos piaus-pretos sobrevive até à idade adulta, não existindo dados concretos quanto aos piaus-de-costas-claras. Ambas as espécies voltam à sua colónia natal depois de decorridos 7 a 10 anos de voo pelo oceano, passando a acasalar alguns anos depois.
Os piaus-pretos nidificam em ilhas do Atlântico Sul (Tristão da Cunha e Ilha Gough) e ilhas do Oceano Índico meridional (das Ilhas Crozet à Ilha Kerguelen). No mar, procuram alimento da América do Sul à Austrália, existindo alguns registros de aves que atingem a Nova Zelândia. O piau-de-costas-claras tem uma distribuição geográfica mais ampla, nidificando na Geórgia do Sul, no Atlântico, em algumas ilhas onde também nidifica a sua espécie congênere no Oceano Índico, na Ilha Macquarie e nas ilhas subantárticas da Nova Zelândia. No mar, procuram alimento mais a sul do que os piaus-pretos, até à Antártida, em torno do Oceano Glacial Antárctico, até, a norte, ao Chile, Tasmânia e África do Sul. Aí, comem mais peixe que lulas, ao contrário da grande maioria dos albatrozes. Alimentam-se também de cadáveres, especialmente de outras aves marinhas. São os albatrozes capazes de maiores velocidades de mergulho, conseguindo mergulhar em média até 5 m de profundidade - tendo-se já registrado mergulhos de 12 m.
As duas espécies enfrentam ameaças semelhantes: espécies introduzidas atacam as crias e os ovos, e muitas das aves adultas são capturadas por navios espinheleiros. Estas ameaças, combinadas com alguma depredação histórica de aves por seres humanos, levou a um declínio estimado em 75% da população de piaus-pretos nos últimos 90 anos (cerca de 40 000 aves), o que levou à sua listagem como espécie em perigo pela IUCN. O piau-de-costas-claras não foi tão atingido pelo decréscimo populacional, pelo que é considerada, atualmente, como "quase-ameaçada".
 Os piaus são pequenos albatrozes do género Phoebetria. Existem duas espécies, o piau-preto (P. fusca) e o piau-de-costa-clara ou piau-de-costas-claras (P. palpebrata). Há muito que são considerados como gênero distinto dos outros albatrozes, ao longo das várias revisões taxonômicas desta família de aves ao longo de cerca de 150 anos. Eram, tradicionalmente, consideradas como espécies primitivas, partilhando algumas características com a família dos petréis. Contudo, estudos moleculares, em nível do DNA mitocondrial demonstraram que é um grupo taxonômico aparentado ao gênero Thalassarche, distinguindo-se, os dois grupos taxonômicos, dos grandes albatrozes e dos albatrozes do Pacífico Norte (Nunn et al., 1996).
Ambas as aves deste gênero têm uma plumagem preta distintiva sobre a cabeça, asas e ventre. O piau-preto tem toda a parte superior escura, enquanto que o piau-de-costas-claras tem as costas acinzentadas até a cauda. As duas espécies distinguem-se ainda pela estreita linha amarela presente no bico do piau-preto. Apesar das diferenças entre as duas espécies, muito dificilmente se conseguem distinguir no oceano, especialmente quando há pouca luz. Ambas têm um anel ocular branco incompleto, bicos negros e pés cinzentos. São de todos os albatrozes, os de menor dimensão, com uma envergadura de 200 cm, tendo também um corpo relativamente estreito. Únicas entre os albatrozes são, ainda, as suas caudas rígidas, com forma de cunha, cujas características ainda não foram devidamente justificadas, mas que estarão relacionadas com a sua capacidade de mergulho em busca de comida.
Os piaus, tal como muitas outras aves marinhas são aves coloniais, embora sejam uma espécie muito menos gregária que os outros gêneros de albatroz. De fato, em algumas das ilhas onde procedem à sua procriação (como em Tristão da Cunha), os piaus nidificam em grupos muito pequenos ou em agregados dispersos de dois a cinco ninhos. O piau-de-costas-claras chega mesmo a nidificar sozinho. Isto se deve, em parte, à sua tendência para nidificarem em escarpas, ao contrário dos outros albatrozes que preferem terreno plano. Constroem ninhos cônicos onde procedem à postura de um único ovo. Os ovos são incubados durante 70 dias, pelos dois progenitores. O macho toma o primeiro turno após a postura, permanecendo aí 11 dias, após os quais se vão revezando por períodos alternados de 7 dias. Depois da eclosão, a cria é aquecida pelo corpo dos progenitores por 20 dias até ser capaz de se termorregular sozinha. Depois disso, ambos os progenitores tomam a tarefa de alimentá-la, trazendo alimento, em média, a cada três dias. A cria é alimentada por cerca de 160 dias, até estar preparada para levantar vôo pela primeira vez. Os cuidados parentais terminam depois desse acontecimento. Os piaus são capazes de completar um ciclo reprodutivo em menos de um ano, contudo, não acasalam em anos consecutivos, mas em anos alternados. Só cerca de 22% dos piaus-pretos sobrevive até à idade adulta, não existindo dados concretos quanto aos piaus-de-costas-claras. Ambas as espécies voltam à sua colónia natal depois de decorridos 7 a 10 anos de voo pelo oceano, passando a acasalar alguns anos depois.
Os piaus-pretos nidificam em ilhas do Atlântico Sul (Tristão da Cunha e Ilha Gough) e ilhas do Oceano Índico meridional (das Ilhas Crozet à Ilha Kerguelen). No mar, procuram alimento da América do Sul à Austrália, existindo alguns registros de aves que atingem a Nova Zelândia. O piau-de-costas-claras tem uma distribuição geográfica mais ampla, nidificando na Geórgia do Sul, no Atlântico, em algumas ilhas onde também nidifica a sua espécie congênere no Oceano Índico, na Ilha Macquarie e nas ilhas subantárticas da Nova Zelândia. No mar, procuram alimento mais a sul do que os piaus-pretos, até à Antártida, em torno do Oceano Glacial Antárctico, até, a norte, ao Chile, Tasmânia e África do Sul. Aí, comem mais peixe que lulas, ao contrário da grande maioria dos albatrozes. Alimentam-se também de cadáveres, especialmente de outras aves marinhas. São os albatrozes capazes de maiores velocidades de mergulho, conseguindo mergulhar em média até 5 m de profundidade - tendo-se já registrado mergulhos de 12 m.
As duas espécies enfrentam ameaças semelhantes: espécies introduzidas atacam as crias e os ovos, e muitas das aves adultas são capturadas por navios espinheleiros. Estas ameaças, combinadas com alguma depredação histórica de aves por seres humanos, levou a um declínio estimado em 75% da população de piaus-pretos nos últimos 90 anos (cerca de 40 000 aves), o que levou à sua listagem como espécie em perigo pela IUCN. O piau-de-costas-claras não foi tão atingido pelo decréscimo populacional, pelo que é considerada, atualmente, como "quase-ameaçada".


Ganso-Patola

O ganso-patola (Morus bassanus, anteriormente Sula bassana) é uma grande ave marinha da família Sulidae dos pelecaniformes. São palmípedes e possuem seus quatro dedos unidos por uma membrana interdigital.
As aves jovens são de coloração marrom escura em seu primeiro ano, e gradualmente começam a tornar-se mais claros nas estações subseqüentes, até atingirem a maturidade em cinco anos.
Os adultos medem 87-100 cm de comprimento e 165-180 cm de envergadura. Sua plumagem é branca com asas de pontas negras. O bico é azul claro. Os olhos são azuis claros, circundados por pele negra nua. Na época de reprodução, a cabeça e o pescoço ficam matizados de um tom delicado de amarelo.
A sua área de nidificação é o Atlântico Norte. Normalmente, eles nidificam em grandes colônias, em penhascos sobre o oceano ou em ilhotas rochosas. A maior colônia desta ave, com mais de 60.000 animais, foi descoberta na ilha Bonaventure, em Quebec, mas 68% da população mundial se reproduz ao redor das costas da Grã-Bretanha, com a maior colônia em Boreray, St. Kilda.
Os casais de gansos podem permanecer juntos por muitas estações. Eles realizam rituais de saudação elaborados nos ninhos, esticando bicos e pescoços para o céu e batendo gentilmente os bicos em conjunto.
Elas são aves migratórias e no outono viajam para o sul do Atlântico, época em que podem ser vistas em Portugal.
Estas aves realizam mergulhos espetaculares em alta velocidade no oceano, de até 40 metros de profundidade. Eles comem principalmente pequenos peixes que se agrupam em cardumes perto da superfície. Embora sejam voadores poderosos e ágeis, são desajeitados em decolagens e aterrissagens.
Embora as populações do ganso-patola por ora sejam estáveis, o seu número foi bastante reduzido devido à perda do seu habitat, remoção de ovos, matança de adultos, e poluição.
margarida páscoa maia



Corvo-Marinho-de-Faces-Branca

O cormorão ou corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo) é uma ave da ordem dos pelecaniformes, com ampla distribuição geográfica. A espécie ocorre em todo o continente africano, Europa, Ásia central e do sul, Oceania e América do Norte. Habita principalmente zonas costeiras, mas também pode ser encontrado em lagos interiores, áreas pantanosas e estruturas artificiais como barragens.
O corvo-marinho-de-faces-brancas tem aproximadamente 90 cm de comprimento e cerca de 150 cm de envergadura. A sua plumagem é bicolor: preta com brilho esverdeado no dorso, asas e parte posterior do pescoço, e branca na zona da face, garganta, peito e ventre. Na época de reprodução, os adultos adquirem uma mancha branca na parte exterior das coxas. Como em todos os cormorões, o pescoço é longo e o bico é ligeiramente encurvado na ponta. Os olhos são verdes e a pele em seu redor é amarela. O papo verde é uma das características distintivas da espécie.
É uma ave de hábitos solitários, mas pode ser encontrada em grandes bandos em zonas ricas em alimento. O corvo-marinho-de-faces-brancas alimenta-se principalmente de peixes que pesca em mergulho, consumindo também anfíbios, crustáceos e moluscos. Após cada período de pesca, como todos os corvos-marinhos, descansa com as asas abertas ao sol de modo a secar as penas, que não são impermeáveis.
A época de reprodução decorre em alturas variáveis do ano, consoante a localização geográfica das populações. Os corvos-marinhos nidificam em colônias de centenas de casais, em locais que podem ser reaproveitados de ano para ano. Ao fim de algumas estações, as colônias ficam cobertas de guano, que pode ser explorado comercialmente como fertilizante. O ninho é pouco elaborado, construído com ramos em árvores perto de água, penhascos ou diretamente no solo. Cada postura contém em média 3 a 4 ovos alongados de cor branca-esverdeada. A incubação é feita por ambos os membros do casal ao longo de 27 a 28 dias. Os juvenis recebem cuidados parentais dos dois progenitores durante cerca de dois meses.
O corvo-marinho-de-faces-brancas não se encontra em risco de extinção, embora algumas populações estejam ameaçadas por poluição e degradação de habitat, sobretudo junto de colônias de nidificação.


Corvo-Marinho-de-Crista

O corvo-marinho de Crista ou galheta (Phalacrocorax aristotelis) é uma ave da família Phalacrocoracidae e da ordem pelecaniformes. Tem a plumagem totalmente preta e, na época de cria, apresenta uma pequena crista ou poupa no alto da cabeça.
Contrariamente ao seu congénere corvo-marinho-de-faces-brancas, o corvo-marinho de Crista tem uma distribuição estritamente costeira, não ocorrendo em águas interiores. Distribui-se principalmente por ilhas e por sectores da costa rochosa. Em Portugal, a principal colônia desta espécie situa-se nas Berlengas.
Esta ave é residente, o que significa que permanece durante todo o ano nas zonas de reprodução.


Cormorão-das-Galápagos

O cormorão-das-galápagos (Phalacrocorax harrisi) é uma ave Pelecaniformes, da família Phalacrocoracidae. A espécie é nativa das Galápagos e é o único cormorão que não voa. Esta peculiaridade justificou a classificação do cormorão-das-galápagos em gênero próprio por duas vezes (Nannopterum, Compsohalieus), mas hoje em dia é considerado conjuntamente com as restantes espécies de cormorão no género Phalacrocorax. O cormorão-das-galápagos tem uma distribuição geográfica bastante reduzida, podendo ser encontrado em apenas duas ilhas do arquipélago das Galápagos: Isabela e Fernandina. Em 1999 a população era de 900 indivíduos.
Com 89-100 cm de comprimento e 2,5-4 kg de peso, o cormorão-das-galápagos é o maior cormorão existente hoje em dia. O seu peso relativamente elevado para uma ave do seu tamanho é possível apenas porque esta espécie não voa. As asas são bastante reduzidas, cerca de um terço do equivalente nos outros cormorões, e adaptadas para a natação. A quilha é reduzida e os músculos de voo estão atrofiados. A plumagem do cormorão-das-galápagos é de cor preta, com a zona ventral acastanhana. O bico é também negro e os olhos são verdes-turquesa. A espécie não apresenta dimorfismo sexual significativo, as fêmeas são apenas menores, e os juvenis distinguem-se pela plumagem mais brilhante.
O cormorão-das-galápagos procura alimento no mar e como tal é um excelente nadador. Como todos os outros pelecaniformes, as suas patas são totipalmadas e os dedos são unidos por uma membrana interdigital que ajuda à propulsão sub-aquática. A alimentação é baseada em peixes, enguias e cefalópodes. O cormorão-das-galápagos é um predador altamente especializado, alimentando-se apenas junto do fundo e nunca a mais de 100 metros da costa. Em terra, tende a permanecer junto da linha de costa e só raramente é encontrado longe das praias e baías que habita.
A época de reprodução decorre entre Junho e Outubro, no pico de produtividade oceânica que garante uma boa fonte de alimentação para os juvenis. Os cormorões-das-galápagos organizam-se em pequenas colônias de cerca de 12 pares monogâmicos. O começo da época de acasalamento é marcado por um complicado ritual que se inicia com macho e fêmea nadando em conjunto. O ninho, pouco sofisticado, é construído pouco acima da linha de maré, com algas marinhas. Ao longo de toda a época de reprodução, o macho decora o ninho com pequenas prendas para a parceira que incluem conchas e pedras lisas e, em tempos mais recentes, latas de bebidas e tampas de garrafas. A fêmea põe em média três ovos por estação, mas é rara a sobrevivência de mais de uma cria. Macho e fêmea partilham as tarefas de incubação e cuidados parentais até os juvenis se tornarem independentes. Se, num ano, as fontes de alimento são abundantes, a fêmea abandona os juvenis aos cuidados do macho e procura novo parceiro para iniciar nova postura.
As Galápagos constituem um habitat insular livre de predadores, com condições ecológicas únicas que permitiram o desenvolvimento de uma fauna peculiar. Charles Darwin, que visitou as ilhas durante a sua viagem a bordo do HMS Beagle, ficou impressionado com abiodiversidade do arquipélago, que inspirou as sua teoria da evolução. O cormorão-das-galápagos evoluiu neste ambiente livre de predadores e com o passar do tempo perdeu a capacidade de voar. A sua população nunca foi muito elevada, devido à sua distribuição geográfica restrita, mas manteve-se em equilíbrio até à colonização do arquipélago pelo Homem. Com os colonos, chegaram espécies invasoras como ratos, porcos e gatos que atacavam ninhos e juvenis. A sobrevivência do cormorão-das-galápagos ficou em risco, mas o estabelecimento de uma reserva natural em 1979 permitiu a tomada de medidas para limitar as ameaças. A população de cormorões-das-galápagos permanece estável mas continua vulnerável.


Guará

O guará (Eudocimus ruber) é uma ave ciconiforme da família Threskiornithidae, também conhecida como íbis-escarlate, guará-vermelho, guará-rubro eguará-pitanga (do tupi awa';rá, "penas para enfeitar"). É considerada por muitos, uma das mais belas aves brasileiras, por causa da cor de sua plumagem.
O guará está presente em Trinidad e Tobago (onde é a ave nacional), na Colômbia, na Venezuela, nas Guianas e no litoral do Brasil, onde ocorre em abundância no litoral do Amapá, em São Paulo, nos municípios de Cananeia, Iguape e Cubatão e havendo grupos isolados, já relatados, em mangues do estado do Espírito Santo, mais especificamente em Guarapari.
O guará mede cerca de 50 a 60 cm. Possui bico fino, longo e levemente curvado para baixo. A plumagem é de um colorido vermelho muito forte, por causa de sua alimentação à base de um caranguejo que possui um pigmento que tinge as plumas. No cativeiro, com a mudança da alimentação, as plumas perdem a cor e ficam com um tom cor-de-rosa apagado.
A reprodução é feita em colônias. O ninhos são feitos no alto das árvores à beira dos manguais e lamaçais litorâneos. A fêmea põe 2 ou 3 ovos de cor cinza-oliváceo com manchas marrons.Os filhotes nascem marrons, mas ficam com o tom avermelhado-rubro por causa de sua alimentação que inclui caranguejos.




Íbis-Preto

O íbis-preto (Plegadis falcinellus) é uma ave ciconiforme da família Threskiornithidae.
É a espécie de íbis mais comum nidificando na Europa, Ásia, África, Austrália, e no oceano Atlântico nas Caraíbas e zonas costeiras da América.
Pensa-se que esta espécie tenha vindo do velho mundo e se tenha espalhado pelos restantes territórios. É uma espécie migradora: as aves da Europa migram para África no inverno e as aves das zonas costeiras da América migram para a Carolina do Norte.
Fazem o ninho nas árvores formando colônias, freqüentemente junto com outras aves da família das Ardeidae.
Alimentam-se nas zonas pantanosas e ribeirinhas e caçam peixes, rãs e outros animais aquáticos e ocasionalmente insetos.
Esta ave mede 55-65 cm de altura e têm uma envergadura de asas de 88-105 cm. Caracteriza-se pelas patas longas e pelo seu bico longo e curvo. Os adultos têm corpos castanho-avermelhados e asas verde-preto iridiscente, sempre muito escuro, dando a idéia de uma ave negra. Os juvenis apresentam coloração geral acastanhada escura.
Até à década de 1990 esta espécie era muito rara em Portugal, contudo nos anos mais recentes houve um aumento substancial da população que nidifica no sul de Espanha (especialmente em Doñana), o que levou a que a íbis-preta se tenha tornado uma espécie mais freqüente em Portugal. Em 2005 houve mesmo dois casos de nidificação.



Caraúna

A caraúna (Plegadis chihi) é uma ave migratória ciconiiforme da família dos tresquiornitídeos natural dos banhados do sul América. Tais aves chegam a medir até 53 cm de comprimento, com plumagem castanho-escura com asas e cauda verdes violáceo-purpúreas, bico e pés escuros e íris vermelha. Também são conhecidas pelos nomes de curicaca, curicaca-parda, guaraúna, maçarico-preto e tapicuru.


Tapicuru

O tapicuru (Phimosus infuscatus) é uma espécie de ave da família Threskiornithidae. É a única espécie do género Phimosus.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Suriname, Uruguai e Venezuela.
Seus habitats naturais são pântanos.


Trombeteiro

O trombeteiro (Cercibis oxycerca) é uma ave ciconiiforme, campestre, da família dos tresquiornitídeos, nativa da região da Venezuela, Guiana, Colômbia e Brasil. Tais aves chegam a medir até 70 cm de comprimento, com plumagem negro-esverdeada, região perioftálmica, bico e pernas vermelhos. Também são conhecidas pelo nome de tarã.

Sharp-tailed Ibis (Cercibis oxycerca)


Curicaca

A curicaca (Theristicus caudatus) é uma ave ciconiiforme da família dos tresquiornitídeos que desde a Colômbia até a região da Terra do Fogo, bem como parte do Brasil. Tais aves medem cerca de 69 cm de comprimento e têm cerca de 43 cm de altura, possuindo ainda um bico longo e curvo, pescoço alaranjado, dorso cinza-esverdeado e partes inferiores negras. Também são conhecidas pelos nomes de curicaca-comum, curicaca-de-pescoço-branco, curucaca e despertador.



Curicaca-Cinza

A curicaca-cinza (Theristicus caerulescens) é uma espécie de ave da família Threskiornithidae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.
Seus habitats naturais são: campos de gramíneas de baixa altitude subtropicais ou tropicais sazonalmente úmidos ou inundados e pastagens.


Íbis-de-Cara-Negra

O Íbis-de-cara-negra (Theristicus melanopis) é uma espécie de ave da família Threskiornithidae.
Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Bolívia, Chile, Equador e Peru.
Os seus habitats naturais são: campos de gramíneas de clima temperado e pastagens.


Coró-Coró

O coró-coró (Mesembrinibis cayennensis) é uma ave ciconiiforme da família dos tresquiornitídeos, sendo a única espécie florestal desta família, habitando da região do Panamá a do Paraguai, Argentina e em quase todo o Brasil. Tais aves chegam a medir até 58 cm de comprimento, possuindo plumagem verde-escura, bico e pernas negro-esverdeados. Também recebem os nomes de caraúna, curubá, curicaca-parda e tapicuru.


Colhereiro-Europeu

O colhereiro-europeu (Platalea leucorodia) é uma ave da família Threskiornithidae. Caracteriza-se pela plumagem branca e pelo bico peculiar em forma de espátula.
Esta espécie freqüenta zonas úmidas, como estuários e lagoas costeiras. Tira partido da forma do bico para procurar alimento no meio da lama.
Em Portugal, 



Colhereiro-Americano

O colhereiro-americano (Platalea ajaja), por vezes classificado no gênero monotípico Ajaja, é uma ave ciconiforme da família Threskiornithidae. Habita a América do Sul, o Caribe e a costa sudeste dos Estados Unidos.
O colhereiro-americano tem um comprimento médio de cerca de 81 cm. As colônias de nidificação dos colhereiros constituem um quadro espectacular nos Everglades. Têm uma parada nupcial elaborada, que inclui batimentos de bico e ofertas mútuas de galhinhos.
Para obter alimento, a ave arrasta o seu bico sensível em forma de colher de um lado para o outro na água. Quando descobre comida, peixe, por exemplo, fecha o bico de estalo. No período reprodutivo, exibe uma bela plumagem cor-de-rosa: quanto maior a ingestão de crustáceos, mais rosada fica essas penas, o que é um indicador da qualidade do meio-ambiente em que vivem.
Outrora, os colhereiros eram caçados e perseguidos por causa das suas penas que eram utilizadas na decoração e enfeite de chapéus. Agora são uma espécie protegida e o seu número aumentou.


Garça-Branca-Grande

A garça-branca-grande (Casmerodius albus, sin. Ardea alba), também conhecida apenas como garça-branca, é uma ave da ordem Ciconiiformes. É uma garça de vasta distribuição e pode ser encontrada em todo o Brasil.
Trata-se de uma ave completamente branca, a não ser pelo bico, longo e amarelado, e as pernas e dedos pretos. Mede, em média, 90 cm. Apresenta enormes egretes no período reprodutivo. A íris é amarela
Alimenta-se de presas aquáticas, depois de aproximar-se sorrateiramente com o corpo abaixado e o pescoço recolhido e bicar seu alimento, esticando seu longo pescoço.


Garça-Real-Europeia

A garça-real-europeia (no Brasil) (Ardea cinerea) é uma garça da Europa cuja aparência é a de uma ave com dorso cinza e faixa superciliar negra que se estende até as longas penas nucais. Também é conhecida pelos nomes de galangundo (em Angola), garça-real ou garça-cinzenta (em Portugal).
Da mesma família das cegonhas, é a garça mais abundante e difundida da Europa. Possui um comprimento de cerca de 95 cm, uma envergadura de 185 cm e peso de 1,6 a 2 kg. Pode viver cerca de 25 anos. Apresenta pernas altas, pescoço longo e bico longo e afilado. Os juvenis apresentam cores mais claras, dorso cinzento acastanhado e ventre branco raiado de negro. Não possuem penacho. Atingem a maturidade aos dois anos de idade.
Pode ser encontrada normalmente em extensões de água doce com pouca profundidade e também em costas marítimas. Muitas vezes partilha o habitat das cegonhas.


Garça-Real

A garça-real (Pilherodius pileatus) é uma garça de hábitos solitários encontrada do Panamá ao Paraguai, Bolívia e em grande parte do Brasil. Tal espécie mede cerca de 59 cm de comprimento, possuindo plumagem branco-amarelada, capuz negro e longas penas nucais brancas, região perioftálmica e base do bico azuis. Também é conhecida pelos nomes de acará, acaratimbó, acaratinga, garça-de-cabeça-preta, garça-morena e garcinha.

Ficheiro:Pilherodius pileatus -near pond-6.JPG


Garça-Azul-Grande

Mede de 91 a 137 cm, seu peso varia de 2,3 a 3;6 kg, possui batidas de asa lentas e fortes e quando pertubado, da um chamado rude.Alimenta-se de peixes grandes, mas come animais de todos os tipos e tamanhos.Alimenta-se principalmente espreitando a presa, mas também alimenta-se nadando ou mergulhando.Geralmente é vista perto de barcos de pesca e de lagoas de criação de peixes.Pode alimentar-se durante todo o dia e na costa, seu horario de alimentação depende das marés.
Começa à fazer seus ninhos no fim do inverno e início da primavera, entretanto em áreas de clima tropical podem aninhar em quase todo o ano.Eles aninham-se mais frequentemente em colônias pequenas.Os ninhos são quadrados, ficam em árvores altas com zonas aquáticas de alimentação perto e consistem de plataformas de galhos com 0,5 a 1 m.Põem de 2 a 7 ovos, aumentando do sul para o norte.A incubação dura aproximadamente 28 dias.A mortalidade é alta e apenas 1 ou 2 filhotes chegam a enpenar completamente.


Ficheiro:GBH with fish2.jpg

Garça-Moura

Com aproximadamente 125 cm e 1,80 m de envergadura é a maior garça do Brasil. Possui a face branca e preta, com o loro azul-claro. O resto do corpo é coberto por penas azuis-cinzas e com manchas pretas na altura do flanco e do abdômen. Além disso, suas patas são pretas e seu bico é amarelo. A ave alimenta-se de peixes, rãs, pererecas, caranguejos, moluscos e pequenos répteis.. Captura presas de lugares mais fundos, os quais outras garças não conseguem alcançar.
Possui um longo período de nidificação que vai de janeiro a outubro.Nidifica em plataformas de galhos, em ninhais que geralmente ficam na parte superior e exterior das árvores mais altas, ao lado de outras aves aquáticas.Nascem de 3 a 4 filhotes que são chocados e cuidados pelo casal.


Garça-Vermelha

A garça-vermelha, garça-imperial ou garça-galega (Ardea purpurea) é uma ave da ordem Ciconiiformes. É normalmente encontrada em terras pantanosas e pântanos no sul e centro da Europa, migrando de inverno para África. Nidificam em colônias, normalmente em canaviais.


Garça-Vaqueira

A garça-vaqueira ou garça-boieira (Bubulcus ibis) é uma garça campestre,predominantemente insetívora mas também pode comer vertebrados como peixes e rãs.Nativa do norte da África e do sul da Europa(mais especificamente na Península Ibérica), com primeiro registro na América, na fronteira da Guiana com o Suriname em 1877,tendo aparentemente cruzado o Atlântico(veja o tópico "Distribuição e habitats") e no Brasil seu primeiro registro foi no ano de 1965,na Ilha de Marajó.Ela recebeu esses nomes(garça-vaqueira,garça-boieira) por ela ser predominante insetívora e freqüentemente ficar perto de gados em busca de parasitas do gado e de insetos.Esta espécie tem uma grande área de ocupação, com uma extensão global estimada de ocorrência de 10 milhões de quilômetros quadrados.Sua população global é estimada em 3,8-6,7 milhões de indivíduos.Também é conhecida pelos nomes de cunacoi e cupara (no Brasil) e carraceira (em Portugal).


Garça-Azul

A garça-azul (Egretta caerulea) é uma garça encontrada do Sul dos Estados Unidos, Sul do Brasil e Uruguai, em lamaçais do litoral. Chega a medir até 52 cm de comprimento, plumagem cinzento-azulada com cabeça e pescoço violáceos, bico, tarso e dedos anegrados. Também é conhecida pelo nome de garça-morena.


Garça-Branca

A Garça-branca-pequena (Egretta thula) é uma garça que ocorre na América temperada e tropical, com ampla distribuição no Brasil. A espécie chega medir até 54 cm de comprimento, possuindo plumagem branca com grandes egretes no período reprodutivo, bico e pernas negros e dedos amarelos. Também é conhecida pelos nomes de garça-pequena e garceta.





Garça-dos-Recifes

A garça-dos-recifes ou garça-negra (Egretta gularis) é uma ave da família Ardeidae. De tamanho semelhante à garça-branca-pequena, distingue-se sobretudo pela plumagem mais escura.
É originária da África tropical e da Ásia, sendo de ocorrência muito rara na Europa.


Garça-Caranguejeira

O papa-ratos ou garça-caranguejeira (Ardeola ralloides) é uma ave da ordem Ciconiiformes. Pertence à família das garças, sendo um dos menores membros deste grupo.
Quando está pousada é predominantemente castanha, mas quando voa saltam à vista as asas totalmente brancas.
A espécie é monotípica (não são reconhecidas subespécies)

Ficheiro:090504-squacco-heron-at-KAlloni-salt-pans.jpg

Maria-Faceira

Syrigma sibilatrix, conhecida popularmente como maria-faceira, é uma ave da família Ardeidae, ordem Ciconiiformes.
Existem duas subespécies: S.s. sibilatrix, do sul, e S.s. fostersmithi, do norte da América do Sul.
A maria-faceira mede 53 cm de comprimento e pesa 540 gramas. Apresenta face azul-clara, coroa e crista acinzentadas e bico róseo com mancha azul-violeta na ponta. A plumagem da garganta, pescoço e partes inferiores é amarelada, enquanto o dorso é cinza-claro.
Emite um sibilo melodioso característico durante o vôo. É ativo durante o dia e habitam paisagens abertas, como campos secos, arrozais, entre outros.
Ocorre da Venezuela e Colômbia ao Paraguai, Bolívia e Argentina. No Brasil, é encontrado do Rio de Janeiro e Minas Gerais ao Rio Grande do Sul.

Ficheiro:Syrigma sibilatrix.jpg


Socoí-Zigue-Zague 


O socoí (Zebrilus undulatus) é uma espécie de socó encontrada na região setentrional da Amazônia. Tal espécie chega a medir até 81 cm de comprimento, e possui partes superiores castanhas e negras com estrias amareladas. Também é conhecida pelo nome de socoí-ziguezague.


Socoí-Vermelho

O socoí-vermelho (Ixobrychus exilis) é uma espécie de socó que ocorre da América do Norte à Argentina e em grande parte do Brasil. Tal espécie chega a medir até 28 cm de comprimento, possuindo plumagem castanha, sendo que o macho possui faixa negra nas partes superiores. Também é conhecida pelos nomes de garça-vermelha, socó-mirim e socó-vermelho.

Ficheiro:Ixobrychus exilis.jpg

Socoí-Amarelo

O Socoí-amarelo (Ixobrychus involucris) é uma espécie de socó encontrado nas Guianas, na Venezuela e na Colômbia, em várias regiões do Brasil, do Uruguai, do Paraguai e da Argentina. Tal espécie chega a medir até 33 cm de comprimento, possuindo plumagem amarela ferrugenta com vértice e dorso estriados de negro. Também é conhecida simplesmente por socoí.


Arapapá

O Arapapá (Cochlearius cochlearius) é uma ave ciconiiforme, paludícola, da família dos ardeídeos presente em quase toda a chamada América tropical. Tais aves medem cerca de 54 cm de comprimento, com plumagem cinza-clara, longo penacho nucal negro. Também são conhecidas pelos nomes de ararapá, arapopó, arataiá, arataiaçu, colhereiro, sabacu, sabucu, savacu, socó-de-bico-largo e tamatiá.




Ficheiro:Cochlearius cochleariaPCCA20071227-8443B.jpg

Savacu

O savacu, goraz ou socó-dorminhoco (Nycticorax nycticorax) é uma ave ciconiiforme da família dos ardeídeos, bastante comum em quase todo o continente americano e em parte da Europa. Tais aves medem cerca de 60 cm de comprimento, possuindo tanto o alto da cabeça quanto o dorso negros, asas cinzentas, fronte, partes inferiores e longas penas nucais brancas. Também são conhecidas pelos nomes de arapapá-de-bico-comprido, dorme-dorme, dorminhoco, garça-cinzenta, garça-dorminhoca, guacuru, sabacu, savacu-de-coroa, socó, taiaçu, tajacu, taquari e taquiri.


Ficheiro:Nycticorax nycticorax12.jpg

Savacu-de-Coroa

O Savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea) é uma ave ciconiiforme da família dos ardeídeos típica dos manguezais dos Estados Unidos até o Norte do Peru e no Sul do Brasil. Tais aves medem cerca de 60 cm de comprimento, com a cabeça e as penas nucais brancas e dorso cinzento. Também são conhecidas pelos nomes de dorminhoco, matirão, mutirão, sabacu-de-coroa e tamatião.

Ficheiro:Nycticorax violaceus (at beach).jpg

Socozinho

O socozinho (Butorides striatus) é uma espécie de socó com ampla distribuição nas áreas alagadas das Américas e em grande parte do mundo. Tal espécie chega a medir até 36 centímetros comprimento, possuindo capuz e topete nucal negros, pescoço acinzentado, peito com estrias ferrugem, dorso estriado de marrom, pernas amarelas e curtas. Também é conhecida pelos nomes de ana-velha, garça-socoí, maria-mole, socó-boi, socó-criminoso, socó-estudante, socoí, socó-mijão,socó-mirim e socó-tripa.
O socozinho (Butorides striatus) é uma ave aquática muito comum em áreas alagadas. Geralmente, nidifica solitário, podendo associar-se a outros indivíduos no período de reprodução, formando colônias de nidificação.
Um estudo investigou a sua nidificação em uma área alagável no município de Porto Esperidião, no estado brasileiro do Mato Grosso: foram observados os números de ninhos/ovos, distribuição espacial, período de incubação e biometria dos ovos. Foram realizadas visitas semanais à área de estudo nos meses de dezembro/2003 a março/2004. Os dados foram coletados através da observação visual e de mensurações métricas das dimensões e altura dos ninhos, bem como o status (confecção, postura, incubação e desativado). A atividade colonial reprodutiva da espécie em estudo teve início no mês de dezembro/2003, sendo período de maior atividade reprodutiva registrado no mês de março/2004, com total de 58 ninhos. Foi registrado um total de 119 ovos, sendo a média de 2,0 por ninho. Os ninhos localizaram-se a uma altura média de 2,6 metros (mínimo de 0,9 centímetros e máximo de 3,6 metros). A distância média entre os ninhos foi de 1,4 metros, sendo a distribuição espacial de cada ninho distinta, não ocorrendo uniformidade no extrato vegetal ocupado. Cada parental apresentava uma tolerância relativa à aproximação de outros indivíduos da espécie, podendo variar de 15 a 30 centímetros do ninho. O período de incubação durou, em média, 26,5 dias. Na colônia reprodutiva, observaram-se diferentes níveis de desenvolvimento: desde ninhos em estágio de confecção até indivíduos jovens prestes a voar. Os indivíduos imaturos deixaram os ninhos por volta do vigésimo oitavo dia após o nascimento.

Ficheiro:Maldives 00246.JPG


Cabeça-de-Martelo

O cabeça-de-martelo (Scopus umbretta) é uma ave pelecaniforme (tradicionalmente classificada nos ciconiiformes) africana, única representante da família Scopidae.
Possui plumagem marrom, cabeça com topete nucal e bico longo e forte. Habita rios e pântanos, onde se alimentam de anfíbios, peixes e insetos. Também é conhecida pelos nomes de cacho-martelo, kacu-martelo, nangueanquine, nantapalova e pássaro-martelo


Cegonha-Bico-de-Sapato

A Cegonha bico de sapato (Balaeniceps rex) é uma ave de bico grosso, grande, largo e comprido, que lhe confere a aparência de um cetáceo. Vive em regiões pantanosas localizadas no centro do continente africano. Alimenta-se, basicamente, de peixes e rãs.


Rabo-de-Palha

Os rabos-de-palha são aves de médio porte, pesando até 800 g e medindo 70 a 105 cm de comprimento, para 90-120 cm de envergadura de asas. As penas centrais da cauda (remiges) são extremamente longas e representam quase metade do comprimento total do animal. A plumagem é acetinada, de cor branca, com manchas pretas na zona superior das asas e na máscara em torno dos olhos. O bico pode ser laranja ou vermelho e é forte, ligeiramente recurvado e com bordos serrilhados. As patas são curtas e os pés, como em todos os pelecaniformes, são totipalmados com os quatro dedos unidos por uma membrana interdigital. Não há dimorfismo sexual significativo.
Os rabos-de-palha passam grande parte do seu tempo a voar sobre os oceanos e estão bem adaptados para planar. A sua alimentação faz-se à base depeixes, principalmente peixe-voadores (família Exocoetidae), lulas e crustáceos. Estas aves podem ser normalmente observadas voando aos pares sobre os oceanos tropicais, a 6-50 metros de altura da água. A captura das presas é feita por mergulhos picados.
Na época de reprodução, os rabos-de-palha reúnem-se em ilhas oceânicas remotas e nidificam em colônias numerosas. Os ninhos são construídos em penhascos, no solo, ou aproveitando troncos ocos de árvores. O casal, que se mantém junto todo o ano, realiza um ritual de acasalamento complexo, que inclui vôos acrobáticos e vocalizações ruidosas. A fêmea coloca então um ovo, de cor acastanhada, que é incubado por ambos os membros do casal ao longo de 40-46 dias. As crias chocam com cerca de 20 g de peso e uma plumagem densa de cor cinzenta-prateada. Os juvenis são alimentados pelos pais durante cerca de três meses. A maturidade sexual é atingida por volta dos 2-3 anos e a esperança de vida está entre 16 a 30 anos.



Phaethontiformes

Rabo-de-Palha-de-Bico-Vermelho

Phaethon aethereus, também chamada de rabo-de-palha-de-bico-vermelho é uma ave intimamente envolvida com as aves marinhas dos oceanos tropicais. No Brasil ocorre em todo o litoral exceto na Região Sul do país. Esta espécie pode medir de 90 a 105 centímetros (cm) de comprimento. Prefere mares tropicais ou subtropicais.
Rabo-de-palha-de-bico-vermelho ocorre nas regiões tropicais do Atlântico, leste do Pacífico e Índico. Esta espécie se reproduz em ilhas tropicais e poe um único ovo diretamente no chão ou na borda de um penhasco. É uma espécie amplamente dispersa, e recentemente foi encontrada ao leste da Nova Escócia, Canadá e outro avistamento foram confirmados no Arquipélago de Lord Howe perto da Austrália, em novembro de 2010. Eles se alimentam de peixes e lulas, embora sejam maus nadadores.


Ficheiro:Rotschnabeltropikvogel 8-7-2008 Abrolhos (R.Graf).jpg

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